Saúde – Blog do Fábio Cardoso

Saúde

Afrânio (PE) – Secretaria de Saúde realiza Dia D de vacinação no próximo sábado(16)

A secretaria de Saúde de Afrânio está empenhada para que as crianças e adolescentes menores de 15 anos estejam com todas as vacinas   em dia. Para isso, está realizando no próximo dia  16 de setembro, sábado, das 8 às 13 horas ,o Dia D de vacinação.

No dia D, o  atendimento nesse sábado acontecerá no ambulatório. Para participar da ação basta levar o cartão de vacina. A vacinação continuará  durante a semana.  As mães  podem procurar na unidade  para   levar suas crianças e adolescentes menores de  15 anos para atualizar a  sua caderneta de   vacinação.


Mães de bebês com microcefalia encontram atendimento especializado no Sertão de PE

Pacientes de Araripina vão até Ouricuri para tratamento de Microcefalia (Foto: Arquivo pessoal/Camila Alves)

Foi no ano de 2015, que Camila Alves Barbosa, de 30 anos, descobriu que etava grávida do seu primeiro filho. Na época, o Brasil enfrentava uma situação de emergência na saúde pública, com quase 3 mil notificações de casos de microcefalia. Na região do Sertão do Araripe, em Pernambuco, onde Camila reside com sua filha, foram confirmados 18 casos.

Em janeiro de 2016, a filha de Camila, Maria Esther, nasceu, e tinha todas as características de um bebê com microcefalia. “Quando ela nasceu, eu vi logo que era pequena. O perímetro cefálico dela media 29 centímetros. Tinha que ser feito o exame para comprovar, mas o meu coração já sabia”, lembra Camila.

Residente em Araripina, no Sertão de Pernambuco, Camila, assim como outras famílias da região do Araripe, não tem acesso direto à profissionais que atendam as demandas de bebês com a síndrome causada pelo vírus da Zika. Mas, essa realidade começou a mudar em maio deste ano, quando a Unidade de Pronto Atendimento Especializado (UPAE) foi inaugurada em OuricuA implantação da unidade impediu que as famílias do Sertão do Araripe realizassem grandes deslocamentos em busca do tratamento adequado. Camila foi uma das mães beneficiadas com o serviço da unidade. “Comecei o tratamento dela [Maria Esther] com 6 meses na AME de Ouricuri, e, quando a UPA abriu, comecei a ir para lá. Hoje, vou duas vezes por semana”, afirmou Camila.

Mãe de bebê com microcefalia viaja 60 km em busca de tratamento (Foto: Arquivo pessoal/Camila Alves)

No local, Maria Esther recebe o acompanhamento de um pediatra, uma fisioterapeuta, uma terapeuta ocupacional e uma fonoaudióloga. O atendimento com um psicólogo também é disponibilizado à Camila e às outras mães. Camila e a filha também recebem atendimento domiciliar uma vez por semana.

“É uma vida corrida, mas já me adaptei a isso. A cada dia que passa, amo muito ela [Maria Esther] e aprendi muito. Minha filha é muito forte”, conta Camila, ao lembrar das 18 convulsões já sofridas por sua bebê. “Ela tá aqui ainda, graças a Deus”, ressaltou.

O atendimento na UPAE de Ouricuri é realizado todas as terças e quintas-feiras, nos turnos da manhã e da tarde. A unidade atende os 11 municípios que integram o Sertão do Araripe: Ouricuri, Araripina, Bodocó, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Parnamirim, Santa Cruz, Santa Filomena e Trindade.

Dados da microcefalia

No final de 2015, o governo brasileiro decretou situação de emergência na saúde pública por conta do aumento nas notificações de casos de microcefalia. Desde o início deste ano até o mês de março, foram notificados, no Brasil, 165 casos de microcefalia e outros distúrbios causados pelo vírus da Zika, transmitido pelo mosquito aedes aegypti, que também é transmissor da dengue e da febre chikungunya.

Em Pernambuco, entre 2015 e 2016, 407 casos de microcefalia foram notificados no estado. De acordo com dados das Secretaria Estadual de Saúde (SES), até 25 de fevereiro deste ano, foram 43 notificações de síndrome congênita do vírus zika, sendo em média 21,5 casos por mês. Em 2016, a média mensal foi de 91,4.

Em todo o Sertão, entre agosto de 2015 a agosto de 2016, foram 27 casos de microcefalia confirmados. A região do Sertão do Araripe contabilizou, desde 2015, 106 casos suspeitos da síndrome. Desses, 18 foram confirmados.

Microcefalia

A criança com microcefalia apresenta a cabeça e o cérebro menores do que o normal. Os sintomas apresentados são atraso mental, deficit intelectual, paralisia, convulsões, entre outros. A malformação congênita pode ter diversas causas e ser originada de vírus, bactérias ou radiação. No Brasil, o aumento no número de casos da síndrome é relacionado ao vírus da Zika.

A microcefalia não tem cura, porém existem métodos que possibilitam uma melhor qualidade de vida para o bebê. O diagnóstico pode ser feito durante a gravidez, por meio dos exames de pré-natal.

Por G1 Petrolina, Araripina e Ouricuri

Vírus HPV ainda é muito prevalente em Petrolina’, diz ginecologista sobre a doença no município

HPV (Foto: reproducao tv)

O aparecimento de verrugas na região íntima do homem e da mulher é o principal sintoma do Papiloma Vírus Humano (HPV), uma infecção que pode ser transmitida pela via sexual e pode implicar no surgimento do câncer do colo do útero e também de outros tipos como o de vagina, pênis e ânus. Em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, a doença lidera as queixas dos pacientes que dão entrada no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), superando outras doenças sexualmente transmissíveis como Herpes, Sífilis, Gonorreia, Aids e outras.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Petrolina, já foram registrados 97 casos de HPV até julho deste ano. Já em 2016, o número chegou a 208 casos durante todo o ano. Segundo a ginecologista, Juliana Raposo, a doença ainda é muito prevalente no município. ” Quase 50% dos pacientes que a gente atende no CTA são com Condiloma, que são lesões benignas. A principal manifestação do HPV são as verrugas genitais, que podem desenvolver um câncer”, explica Juliana.

É o carro-chefe em Petrolina, supera todas as outras doenças sexualmente transmissíveis

O HPV é um vírus que tem muita diversidade, são mais de 100 tipos e maior parte infecta o ser humano. “É uma doença transmitida pela via sexual e a prevenção é o preservativo, mas nem o preservativo protege 100%, porque a camisinha protege o pênis e a vagina internamente e o HPV coloniza a região externa, que acaba tem contato na hora do sexo. A camisinha feminina é a que protege melhor”, relata Juliana.

As mulheres geralmente não apresentam sintomas do vírus HPV, mas pode haver sangramentos, odores e emagrecimentos e o aparecimento das verrugas genitais e lesões no colo do útero. “As mulheres com lesões 2 e 3 tem como eliminar totalmente. Já o câncer de colo de útero, só pode ter cura com cirurgia e radioterapia”, esclarece. A prevenção pode ser feita através da realização do exame preventivo ginecológico, especialmente, para as mulheres entre 25 e 64 anos.

Enquanto que nos homens, o vírus costuma se manifestar através das verrugas genitais, manchas ou coloração diferente na glande, mas o vírus também pode não apresentar nenhum sinal. o HPV também pode desenvolver o câncer de pênis e de ânus. Neste caso, o diagnóstico inicial deve ser feito por um médico urologista para identificar em qual estágio está a doença e avaliar a possibilidade de cura.

Para identificar o HPV, o ideal é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e ser atendido por um médico da família para que este faça uma consulta e, caso necessário, o encaminhamento para o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). No local, o paciente passa por uma avaliação e faz uma testagem para Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). No caso, das verrugas genitais é feita uma queimagem química da área afetada.

Procura pela vacina contra o HPV é considerada baixa em Sorocaba (Foto: Zaqueu Proença/Prefeitura de Sorocaba)

Vacina

A vacina é oferecida pelo Sistema Único de Saúde e protege contra os quatro tipos de vírus HPV mais comuns no Brasil. Em Petrolina, o público imunizado são homens e mulheres com até 26 anos. A vacina pode ser encontrada em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) do município, das 7h às 17h, na Zona Urbana, e das 7h30 às 14h, na Zona Rural. O público.

De acordo com a ginecologista, Juliana Raposo, a vacina tem uma altíssima eficácia. “Ela evita a infeção do HPV e inclusive das verrugas genitais e tem uma eficácia maior na população virgem, mas estudos têm mostrado também uma eficácia para pessoas que já tiveram contato com o HPV”, ressalta.

Por Juliane Peixinho, G1 Petrolina

Secretário de saúde, Ítalo de Vilma participou do encontro do COMUPE em Caruaru

Quem esteve em Caruaru no agreste pernambucano, no encontro de gestores e técnicos da área da saúde para apresentar um balanço das atividades realizadas, assim como as perspectivas e demandas para este ano, foi o secretário municipal de saúde de Lagoa Grande, Ítalo de Vilma.

Com abrangência estadual, o Consórcio dos Municípios Pernambucanos – COMUPE busca incentivos para a realização das políticas públicas, do desenvolvimento dos municípios consorciados em diferentes áreas de interesse.

“Visando à otimização dos recursos estamos aqui, conforme determinou o nosso prefeito Vilmar Cappellaro discutindo e ouvindo boas iniciativas sobre: Melhorias na gestão da saúde através de consórcios; compra de medicamentos e insumos, garantir medicamentos de qualidade sem interferir no nosso orçamento minúsculo que estamos tendo na secretaria. Com o aval do prefeito sempre buscamos alternativas para garantir mais qualidade nos serviços” relata Ítalo.

Vacinação em queda no Brasil preocupa autoridades por risco de surtos e epidemias de doenças fatais

Vacinação em queda no Brasil acende ‘sinal amarelo’ em autoridades de saúde (Foto: Divulgação/SES)

Desde 2013, a cobertura de vacinação para doenças como caxumba, sarampo e rubéola vem caindo ano a ano em todo o país e ameaça criar bolsões de pessoas suscetíveis a doenças antigas, mas fatais. O desabastecimento de vacinas essenciais, municípios com menos recursos para gerir programas de imunização e pais que se recusam a vacinar seus filhos são alguns dos fatores que podem estar por trás da drástica queda nas taxas de vacinação do país.

O Brasil é reconhecido internacionalmente por seu amplo programa de imunização, que disponibiliza vacinas gratuitamente à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Criado em 1973, o Programa Nacional de Imunização (PNI) teve início com quatro tipos de vacina e hoje oferece 27 à população, sem qualquer custo. Nem mesmo a crise econômica afeta o bilionário orçamento da iniciativa, estimado em R$ 3,9 bilhões para 2017.

axa de vacinação de poliomielite foi a menor em 12 anos (Foto: BBC)

No entanto, a cobertura vacinal no país está em queda. Números do PNI analisados pela BBC Brasil mostram que o governo tem tido cada vez mais dificuldade em bater a meta de vacinar a maior parte da população. Um exemplo é a poliomielite: a doença, responsável pela paralisia infantil, está erradicada no país desde 1990.

Em 2016, no entanto, o país registrou a pior taxa de imunização dos últimos doze anos: 84% no total, contra meta de 95%, recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dados de 2016 são parciais até outubro, mas emitidos após a campanha nacional de multivacinação, finalizada em setembro.

Para o governo, é cedo para dizer se há tendência de queda real ou se são oscilações por mudanças em curso no sistema de notificação – porém, os números já preocupam. “Ainda é muito precoce para dizer se há oscilação real, mas estamos preocupados, sim. O sinal amarelo acendeu,” afirma Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunização.

Os riscos

O que o governo mais teme é que a redução de pessoas vacinadas crie bolsões de indivíduos suscetíveis a doenças antigas e controladas no país. Em um grupo como esse, a presença de apenas uma pessoa infectada poderia causar um surto de grandes proporções.

Foi o que houve nos Estados do Ceará e Pernambuco entre 2013 e 2015. Após quase dez anos com cobertura de vacinação acima de 95% contra sarampo, caxumba e rubéola, em 2013 houve forte queda na cobertura de pessoas vacinadas nos dois Estados, seguida por um surto de sarampo que teve início no Pernambuco e se alastrou para 38 municípios do Ceará.

Ao todo, foram 1.277 casos nos dois Estados. Antes do surto, o Brasil não registrava um caso autóctone de sarampo desde 2000. Casos isolados desde então eram importados de outros países

Após imunizações caírem no CE e PE, país registrou maior surto de sarampo desde 2000 (Foto: BBC)

Em 1997, antes desse surto, a chegada em São Paulo de um único bebê infectado com sarampo, vindo do Japão, causou uma epidemia de proporções subcontinentais. O vírus infectou 53.664 pessoas no Brasil e se alastrou para países da América do Sul, deixando dezenas de mortos. Dois anos antes, uma extensa campanha de vacinação contra o sarampo havia ficado abaixo da meta de 95% em todo o país – no Sudeste, atingiu apenas 76,91%.

“Quando há queda nas taxas de imunização você vai criando um grupo de pessoas suscetíveis. Esse grupo vai crescendo ao longo do tempo, até chegar ao ponto em que a importação de um único caso gera uma epidemia”, explica Expedito Luna, médico e professor de epidemiologia do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP).

“Nós sabemos que é muito difícil atingir a totalidade de 100% das crianças vacinadas. Mas ao chegar próximo a esse nível, a chance de epidemia é muito pequena, mesmo na presença de um agente infeccioso”, diz.

Movimento antivacina

De acordo com Carla Domingues, há diversos fatores que podem estar por trás dos números em queda e um deles pode ser a recusa, que tem aumentado nos últimos anos, de pais em vacinar seus filhos. “Os dados de 2016 mostram menor cobertura vacinal para a poliomielite. Pode ser por fatores sazonais, mas a resistência das pessoas é algo que está nos chamando a atenção,” diz.

Com mais vacinas disponíveis, algumas famílias optam por quais aplicar em seus filhos. Outras preferem evitar a vacinação das crianças, por julgá-las saudáveis. Há ainda os que preferem evitar que os filhos sejam vacinados por razões religiosas, ou os que temem reações adversas – na Grã-Bretanha, por exemplo, houve um intenso debate no final dos anos 90 quando um médico sugeriu, em um estudo, uma ligação entre a vacina tríplice viral e casos de autismo.

Essa decisão individual – de vacinar os filhos ou não – acaba impactando o número de pessoas protegidas contra doenças transmissíveis, mas preveníveis, e criando grupos suscetíveis.

Grupos antivacina são tão antigos quanto os programas de imunização, iniciados no século 19, quando reações adversas eram mais frequentes. No Brasil, especialistas acreditam que os grupos são menos expressivos que na Europa e nos Estados Unidos, mas notam que há relatos cada vez mais frequentes de pais que optam por não vacinar seus filhos, principalmente entre os mais ricos. Essa decisão explica porque esse grupo tem as menores taxas de cobertura vacinal, juntamente com os mais pobres, mas por razões distintas.

“Pessoas de estratos econômicos mais elevados, alimentadas por informações não científicas, acabam selecionando quais vacinas querem tomar e alguns até abdicam de tomar todas. Por outro lado, você tem dificuldade nos grupos mais pobres, uma dificuldade de acesso aos serviços de saúde”, afirma José Cassio de Moraes, professor do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que publicou em 2007 um estudo comparando as taxas de cobertura entre as duas populações.

Imunização contra sarampo, caxumba e rubéola está em queda (Foto: BBC)

Para impulsionar a imunização e atingir as metas da OMS, o governo tem trabalhado nas escolas, em parceria com o Ministério da Saúde, para atingir crianças e jovens e lembrar as famílias sobre a importância de evitar o retorno de doenças antigas.

“A minha filha não viu amigos com poliomielite. Mas, na minha época, a primeira fileira na sala de aula era deixada para alunos com pólio”, relembra a coordenadora do PNI. “A minha geração tinha pânico de ser contaminada, já hoje as pessoas não veem a doença e ficam mais relaxadas. Mas as crianças hoje são saudáveis porque seus avós e pais foram vacinados no passado”, afirma.

“O mecanismo que faz com que vacina seja importante é a prevenção – ela não é curativa, ela é preventiva. Ela é dada no paciente saudável, para que possa criar anticorpos que o permitam responder à doença se houver contato com a bactéria ou vírus. A resposta não deve ser apenas quando há doença circulando, mas de maneira preventiva”, ressalta.

Vacinação contra poliomielite cai em todas as regiões (Foto: BBC)

Desabastecimento e recursos escassos

Além do fator comportamental, problemas com o abastecimento de vacinas essenciais e municípios com menos dinheiro para gerir os programas de imunização também são apontados como fatores importantes.

Desde 2015, o país registra o desabastecimento de diversas vacinas. Do início de 2016 até junho desse ano, houve acesso limitado à vacina pentavalente acelular, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, meningite provocada pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b e poliomielite. Também houve dificuldades com a BCG, que protege contra a tuberculose e é a primeira vacina dada ao recém-nascido.

Em 2005, 11 dos 26 Estados brasileiros tinham cobertura vacinal acima de 90% (Foto: BBC)

Em julho, o Ministério da Saúde afirmou que a oferta da pentavalente havia sido regularizada, mas classificou como “crítico” o abastecimento das vacinas tríplice viral, tríplice bacteriana acelular infantil (DTPa) e rotavírus, todas parte do calendário de vacinação nacional. Para a DTPa, a previsão é que o abastecimento seja regularizado neste segundo semestre, enquanto as demais seguem sem expectativa de normalização.

Para Luna, a falta de vacinas nos postos de saúde, mesmo por alguns dias, pode afetar a cobertura. “A mãe pode não voltar,” diz. Já a escassez de recursos nos municípios, responsáveis pelos programas de vacinação, diminuiu horários disponíveis para vacinação e reduziu o número salas em que o serviço é feito, o que impacta na cobertura.

“Sabemos que há municípios que tinham várias salas de vacina e concentraram em apenas uma. Será que isso piorou o acesso da população? Será que há profissionais o suficiente para vacinar, para evitar filas? Precisamos ver se não estamos burocratizando o processo de vacinação, o que dificulta o acesso,” afirma Moraes.

Em 2005, 11 dos 26 Estados brasileiros tinham cobertura vacinal acima de 90% (Foto: BBC)

Ele defende um estudo profundo do Ministério da Saúde para compreender a queda nos índices de imunização e evitar que o país retroceda nesse quesito e enfrente consequências graves. A Europa é um exemplo dessas eventuais consequências. Apesar do alto nível socioeconômico, um surto de sarampo já infectou 14 mil pessoas neste ano, e a doença é considerada endêmica em 14 países da região, incluindo Alemanha, França e Romênia. Só nesse último, foram 31 mortes desde 2016. As taxas em queda de vacinação são um dos principais fatores para o surto.

“Há um fluxo de pessoas que visitam a Europa que podem retornar e trazer o sarampo de volta ao Brasil. Se encontrar um bolsão de pessoas suscetíveis aqui, pode haver uma epidemia, essa é uma doença altamente contagiosa”, alerta Moraes. “Não podemos perder nossas conquistas e essas são muito fáceis de perder. Progredir e manter o progresso é que é difícil.”
Por BBC

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Roberta Arraes faz alerta sobre a transmissão do Zika Vírus por mosquitos do gênero Culex

A deputada Roberta Arraes fez uso da tribuna da Alepe, na tarde desta terça-feira (22), para fazer um alerta à população sobre o Zika Vírus.

Em seu pronunciamento, a deputada falou sobre o resultado de um estudo recentemente divulgado por pesquisadores pernambucanos da Fundação Oswaldo Cruz, que concluiu que o Zika Vírus pode ser transmitido não só pelo Aedes aegypti, mas também pelo mosquito de gênero Cúlex, mais conhecidos por muriçocas.

A parlamentar que apresentará como forma de reconhecimento, um voto de aplauso a todos os envolvidos nessa pesquisa, em nome da pesquisadora pernambucana da Fiocruz, Constância Ayres, fez um alerta especial aos gestores municipais, para um reforço no combate do Aedes, como também das muriçocas.

“É preciso reforçar nas ações preventivas para combater a doença do Zika, como também a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré”, afirmou.

Ela lembrou também da importância da valorização dos agentes de saúde e endemias.

Roberta finalizou seu discurso reforçando o seu compromisso com o tema, e afirmando que como presidente da Comissão de Saúde e Assistência Social, irá trabalhar nas buscas de novas formas de fortalecer apoio institucional às pesquisar e ações que promovam esse enfrentamento.

“O combate ao mosquito é uma tarefa de todos, unidos com a sociedade venceremos essa luta!”, finalizou.

Assessoria

Projeto de lei- enfermagem 30h semanais do vereador Anderson Harlem (PDT) é aprovado em Santa Maria da Boa Vista. Aguarda a sanção do prefeito

Foi aprovado na sessão realizada na tarde de hoje (15) de agosto em Santa Maria da Boa Vista (PE), o projeto de lei de autoria do Vereador Anderson Harlem (PDT). O projeto de lei foi aprovado por unanimidade e agora aguarda do Executivo Municipal a sanção do projeto, para que de fato entre em vigor. O projeto trata da redução da carga horária dos profissionais da enfermagem no município, são beneficiados com a aprovação do projeto: Enfermeiros, auxiliares e Técnicos. Segundo o autor do projeto de lei o Vereador Anderson Harlem, 30h semanais para a categoria é também sinal de atendimento com qualidade. Santa Maria da Boa Vista agora passar a ser o 9º município do estado de Pernambuco a conseguir as 30h na enfermagem.

Deputada Roberta Arraes (PSB) consegue recursos para serviços em hospital da Região do Araripe

A deputada Roberta Arraes (PSB) anunciou hoje (14), a chegada de recursos para um convênio celebrado com a Secretaria de Saúde do Estado e Hospital e Maternidade Santa Maria, localizado na Região do Araripe.

Há alguns meses, a parlamentar lutava para levar ao hospital e maternidade, mais serviços qualificados com o intuito de melhor atender as mulheres gestantes, para que elas também não precisem se descolar até Ouricuri, desafogando o Hospital Regional Fernando Bezerra.

Hoje, Roberta Arraes comemorou: “Fomos atendidos! Os recursos para os serviços chegaram a nossa região, e atenderão as mulheres dos municípios de Ipubi, Trindade e Araripina, com melhorias e mais procedimentos de qualidade”, disse.

A parlamentar também agradeceu ao Governo do Estado, por mais uma solicitação atendida: “Isso mostra o comprometimento do governador Paulo Câmara para com o povo sertanejo, agradeço mais uma vez, por ser sempre nos atender e concretizar nossos pedidos”, finalizou.

Secretária de saúde de Lagoa Grande (PE) contrata médico ortopedista para atender a população

O município de Lagoa Grande (PE) conta agora com especialidade médica de um ortopedista para atender a população uma vez que os serviços do SUS em Petrolina não supria a necessidade da população. “Vamos atender inicialmente 80 pacientes por mês. Estávamos com uma demanda reprimida de muito tempo, vários pacientes sofrendo com isso, então o prefeito determinou uma espécie de mutirão para regularizarmos a situação. Resolvendo as prioridades emergenciais, vamos entrar com novas cotas para atendimento periódico em toda a nossa rede. Queremos atendimento mais ágil para a população” esclareceu o secretário de saúde Ítalo de Vilma.

 

Caminhão baú lotado de medicamentos chega ao hospital municipal de Lagoa Grande (PE)

O Hospital Municipal José Henrique de Lima recebeu na manhã desta terça-feira (18) mais uma carga de medicamentos para atender os pacientes do hospital.

“A chegada de mais medicamentos traz dignidade ao atendimento básico de Saúde. Vale ressaltar que o prefeito e o secretário de saúde, Ítalo Ferreira tem atendido as nossas solicitações”, comentou o diretor do hospital, Altamir Leite.