Parece até cena de novela repetida: Jair Bolsonaro cogitando voltar ao ringue político em 2026. Mas sejamos sinceros — se dependesse das urnas, ele levaria uma surra histórica de Luiz Inácio Lula da Silva. E não seria uma derrota qualquer. Seria daquelas com direito a replay no Jornal Nacional e meme nas redes sociais.
Primeiro, vamos aos fatos. Bolsonaro hoje enfrenta um combo de problemas: inelegibilidade decretada pela Justiça, escândalos acumulados como figurinhas de álbum e um desgaste de imagem que nem filtro do Instagram resolve. O ex-presidente tenta manter a base fiel, mas até ela anda desconfiada. Afinal, não dá pra viver só de motociata e live com fake news.
Enquanto isso, Lula segue firme no cargo, colecionando vitórias institucionais, selando acordos internacionais e — pasmem — mantendo índices de aprovação razoáveis mesmo em tempos difíceis. Pode-se discordar do estilo, da política econômica, do sorriso fácil. Mas é inegável: o homem sabe jogar o jogo.
Agora imagine Bolsonaro candidato. No horário eleitoral, a cada promessa furada que ele soltasse, viria o Lula com o famoso “deixa que eu falo, companheiro”. O debate? Ia parecer um duelo entre alguém que estudou para a prova e outro que esqueceu até o lápis. E o eleitor? Bem, esse já sacou que saudade não enche carrinho de supermercado.
Bolsonaro, que já foi derrotado em 2022 mesmo com a máquina na mão, hoje teria ainda menos chances. A volta dele à cena política seria quase um presente para a esquerda, que ganharia de bandeja o papel de “salvadora da democracia” mais uma vez.
Portanto, se Bolsonaro pensa em ser candidato em 2026, melhor repensar. Porque se entrar na disputa, é derrota certa. E dessa vez, nem o WhatsApp salva



