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Tarifa Trump: Exportadores brasileiros correm para antecipar embarques

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Empresas aceleram envios para os EUA e já enfrentam cancelamentos; Grupo IBL aponta impactos imediatos no setor logístico

Julho 2025 – A nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo ex-presidente Donald Trump e prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, pode comprometer as exportações nacionais e afetar diretamente a competitividade das empresas brasileiras no mercado norte-americano. Como os Estados Unidos figuram entre os principais destinos das exportações do Brasil, a medida tende a provocar o cancelamento de contratos, retração na produção industrial e impactos significativos na geração de empregos.

Os reflexos dessa decisão já começaram a ser sentidos na logística internacional. Segundo Fernando Balbino, diretor da área Internacional da IBL World – braço global do Grupo IBL, com base própria em Miami (EUA) – houve uma movimentação imediata entre exportadores. “Muitos clientes anteciparam os embarques com o objetivo de minimizar os efeitos da nova tarifa. Registramos um crescimento de 30% no volume de cargas enviadas aos Estados Unidos”, afirma o executivo.

Essa reestruturação das rotas logísticas já afeta diretamente as operações do Grupo IBL, que atua no transporte aéreo de cargas com foco nos segmentos farmacêutico, eletrônico e alimentício. Há dois anos, o grupo expandiu sua atuação com a criação da IBL World, oferecendo soluções logísticas completas, como o modelo “door to door” e atendimento global a mais de 190 países. A companhia conta com cinco bases

operacionais e estrutura para serviços como consolidação de cargas, distribuição, armazenamento e transporte de cargas especiais (breakbulk, Ro-ro, containers FCL e LCL), moldando a operação de acordo com a necessidade de cada cliente.

Entretanto, além da antecipação dos envios, o impacto mais preocupante para os exportadores brasileiros está no cancelamento de contratos já firmados – principalmente no setor alimentício. “Temos clientes que produziram, embalaram e etiquetaram seus produtos dentro do padrão exigido pelos Estados Unidos. Com o cancelamento repentino desses contratos, surge a dúvida: é possível redirecionar essa carga para outro mercado? Se não for, o prejuízo é inevitável. Estamos falando de perdas milionárias”, alerta Balbino.

Segundo o diretor, empresas que operam com carteiras exclusivas para determinados estados norte-americanos enfrentam riscos ainda maiores. “Em muitos casos, a matéria-prima já foi adquirida, a produção finalizada, e as fábricas dependem exclusivamente daquele cliente. Sem alternativa de escoamento, essas empresas ficam no prejuízo e, em situações mais graves, acabam fechando as portas”, completa.

Sobre o Grupo IBL – O Grupo IBL é um operador logístico que, desde 1999, oferece soluções integradas para diferentes setores da economia. Presente em todos os modais, atua com operações inbound e outbound em pontos estratégicos do país. Sua matriz está localizada em Guarulhos (SP), e a empresa conta com 10 unidades operacionais distribuídas em Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ), Itajaí (SC), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Brasília (DF), Espírito Santo (ES), Minas Gerais (MG) e Sumaré (SP). Além disso, mantém uma ampla rede de parceiros em todo o território nacional, garantindo capilaridade e eficiência nas operações. O Grupo IBL atua com foco nos segmentos farmacêutico, eletrônico, alimentício e no mercado internacional, por meio de soluções em transporte aéreo, rodoviário, fluvial e cabotagem. Com forte presença nos modais aéreo e rodoviário em todo o Brasil, oferece soluções seguras e integradas de ponta a ponta. Possui licenças e certificações como ISO, IBAMA, CETESB, ANVISA, SASSMAQ (Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade) e IBD, de acordo com as exigências específicas de cada operação.

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