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Violência em Juazeiro e Petrolina. Anuário tem pouco sobre o comparativo, mas aponta números discrepantes entre Bahia e Pernambuco

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Os dados divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados semana passada, com números relativos à 2024, provocaram uma série de dúvidas em relação à violência na região do São Francisco, especialmente pela discrepância nos dados entre Juazeiro e Petrolina, que estão na mesma região e a mesma influência nas características apontadas como fatores desse registros: o tráfico de drogas e a ação de facções criminosas.

Porque Petrolina não aparece nos dados negativos, estando numa mesma região e sendo influenciada pelos mesmos fatores, é a pergunta feita por muitos na região?

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco “Petrolina registrou uma queda de 6,7% no número de homicídios, com uma redução de 12 casos, passando de 180 para 168 ocorrências ao longo de 2024”.

Não há um detalhamento em relação a inclusão de mortes por intervenções policiais e o anuário não detalha esses números em relação á Petrolina, mas em Pernambuco o município com maior números de mortes por intervenção policial, de acordo com o anuário, foi cabo de Santo Agostinho, com 151 mortes e apenas 4 por intervenção policial, 3% do total de mortes.

Já em Juazeiro, dados do anuário apontam que das 194 mortes registradas em 2024, 42 foram decorrentes de intervenção policial, um percentual de 22% em relação às Mortes por Violência Intencional (MVI).

O comparativo entre a ação policial na Bahia e Pernambuco também é bastante discrepante: A Bahia alcançou 25,8% das letalidades policiais, o mesmo número de 2023 e Pernambuco o Anuário aponta apenas 2,0% na relação de participação nos dados por mortes violentas intencionais.

Em números absolutos a Bahia caiu de 1.700 mortes por intervenção policial para 1.556, enquanto em Pernambuco os números apontam apenas 68 mortes. Em 2023 foram 118, uma queda de quase 50% de uma ano o para o outro.

Amapá e Bahia mantiveram a proporção de Mortes Decorrentes de Intervenção Policial no total das Mortes Violentas Intencionais quase a mesma em 2023 e 2024. No Amapá, em 2023, a letalidade policial correspondia a 35,3% das MVI; e 37,8% em 2024. Já na Bahia, essa proporção foi exatamente a mesma em 2023 e 2024, com 25,8% do total de MVI compostos pelas mortes decorrentes de intervenção policial.

No Anuário foi anotado: “Embora o país esteja diante de redução dos homicídios e latrocínios, a letalidade provocada por agentes do Estado na Bahia permanece elevada em várias polícias do país, à esquerda ou à direita do espectro político. Em Jequié, um em cada três homicídios foi de autoria de policial; em Simões Filho, a proporção foi de um em cada quatro casos.

Juazeiro, de acordo com o Anuário é “O terceiro lugar do ranking, que viu o número de mortes violentas intencionais crescer 9,6% no último ano e chegar a 194 vítimas, taxa de 76,2 por 100 mil. Com pouco mais de 250 mil habitantes, Juazeiro fica a mais de 500km de distância da capital, e reflete a interiorização da violência que tomou o Estado, em grande medida pela expansão de grupos criminosos. Na cidade atuam ao menos duas facções que operam o narcotráfico segundo reportagens de imprensa: o Bonde dos Malucos (BDM) e uma dissidência deste grupo intitulada “Honda”34”, destacaram.

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia aponta que apesar dos números divulgados, o ano de 2024 foi o que apresentou a o menor número de mortes violentas dos últimos 17 anos.
De acordo com os números apresentados “Pelo terceiro ano consecutivo, a Polícia Civil registrou redução dos casos de homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte. Foram contabilizadas 4.440 ocorrências em 2024, contra 4.863 casos em 2023, representando redução de 8,7%”, divulgaram.

Pelos números da SSP-BA “na capital baiana a diminuição foi de 12,5%, na Região Metropolitana de Salvador a queda foi de 12,7% e no Interior o decréscimo foi de 6,8%.”.

Da redação redeGN/ Com informações do Anuário da Violência 2025

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