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Coluna do Blog: Andrei Gonçalves em missão internacional nos EUA

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O prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, será um dos protagonistas brasileiros em um palco internacional nesta semana. Entre os dias 25 e 27 de setembro, ele participa da Conferência Nacional de Prefeitos dos Estados Unidos, em Oklahoma, evento que reúne lideranças políticas norte-americanas e contará com apenas três gestores do Brasil.

E não é pouca coisa: Andrei será o único representante das regiões Norte e Nordeste no encontro, que neste ano terá como pauta central os impactos do “tarifaço” imposto por Donald Trump sobre as exportações brasileiras. O convite partiu diretamente de lideranças dos Estados Unidos, um sinal de prestígio que reforça a relevância estratégica do município baiano no comércio exterior.

 

Além do gestor juazeirense, estarão presentes Anderson Farias (São José dos Campos-SP), que lidera o município onde fica a sede da Embraer, e Alexandre Ferreira (Franca-SP), prefeito de um dos maiores polos exportadores de calçados para o mercado norte-americano. O encontro deve reunir de 30 a 40 prefeitos dos EUA, além de representantes da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

A importância de Juazeiro no debate é evidente: junto com Petrolina (PE), o município responde por mais de 90% da exportação nacional de manga e uva, produtos diretamente ameaçados pelo aumento das tarifas. Segundo Andrei, os impactos podem ser devastadores:

“O tarifaço imposto pelos Estados Unidos ameaça esse ecossistema produtivo, com risco de queda de até 70% nas exportações, o que pode trazer fortes repercussões sociais e econômicas”, alertou o prefeito.

Para ele, o convite é também um reconhecimento da força do interior nordestino na economia global.

“Ao ocuparmos esse espaço, o sertão nordestino como um todo demonstra sua força como polo agroexportador e se coloca como voz ativa nas decisões que impactam o comércio global de frutas.”

A expectativa é que, além das discussões, o evento resulte na construção de uma carta conjunta para pressionar soluções diplomáticas e mitigar os prejuízos. Para o secretário-executivo da FNP, Gilberto Perre, essa aproximação fortalece o movimento municipalista:

“É fundamental que os governos negociem o fim desse impasse, levando em consideração as necessidades das cidades.”

Enquanto o impasse comercial segue sem solução, Andrei revela que parte da produção juazeirense já busca alternativas, seja ampliando o mercado interno, seja abrindo novos destinos de exportação. Ainda assim, aposta que a conferência em Oklahoma poderá abrir portas para reduzir os danos imediatos e ampliar a cooperação internacional entre cidades.

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