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SINPOL-PE cobra conclusão do Complexo de Polícia Científica e melhores condições para unidades da Polícia Civil em Caruaru

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O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE), Áureo Cisneiros, esteve em Caruaru nesta quinta-feira (04) para vistoriar o andamento das obras do Complexo de Polícia Científica, considerado estratégico para o fortalecimento da investigação criminal na região.

O investimento ultrapassa R$ 4,3 milhões e a previsão oficial de entrega é novembro de 2025. No entanto, segundo informações do encarregado da obra, a conclusão deve ocorrer apenas entre novembro e dezembro deste ano. “Essa obra é uma das mais importantes para a Polícia Civil no Agreste e precisa ser entregue com urgência para ajudar no combate à violência. Caruaru e região merecem uma Polícia Civil estruturada”, destacou Áureo Cisneiros.

O Complexo vai abrigar três institutos fundamentais para a atividade pericial: o Instituto de Criminalística (IC), o Instituto de Medicina Legal (IML), que atualmente funciona em prédio improvisado, e o Instituto de Identificação Tavares Buril (ITB). A conclusão da obra é uma reivindicação antiga do SINPOL-PE.

Durante a visita, a direção do sindicato também percorreu outras unidades policiais da cidade e constatou graves problemas de estrutura. O plantão de Caruaru funciona provisoriamente dentro da 1ª Delegacia, o DENARC opera em uma sala improvisada de garagem, e a Delegacia da Mulher abriga ainda outros serviços como o Plantão do Idoso, Plantão da Criança e Adolescente e a Delegacia de Combate à Corrupção, todos sem prédios próprios.

Áureo reforçou que a falta de estrutura compromete o trabalho da Polícia Civil e impacta diretamente nos índices de violência da região. “Campina Grande, na Paraíba, possui um complexo mais estruturado, com 17 delegacias. Enquanto isso, Caruaru tem apenas 11, sendo que 90% funcionam de forma improvisada. O reflexo disso é claro: em 2024, Caruaru registrou 123 homicídios contra apenas 29 em Campina Grande”, comparou.

O presidente do SINPOL-PE destacou ainda a ausência de unidades especializadas, como a Delegacia de Crimes Cibernéticos e a Depatri, fundamentais diante do crescimento dos crimes digitais e patrimoniais.

“Caruaru não pode continuar com uma Polícia Civil improvisada. Estamos cobrando do Governo do Estado a conclusão das obras do Complexo Científico e a criação de novas unidades policiais para que a cidade volte a ser referência como capital cultural e econômica, e não figure entre as mais violentas do mundo”, finalizou Cisneiros.

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