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Miguel Coelho mostra força no interior e vira dor de cabeça para velhos caciques na disputa pelo Senado

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A nova pesquisa do Instituto Opinião acendeu o alerta entre os grupos tradicionais da política pernambucana. Mesmo sem estar em campanha aberta, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), desponta como um dos nomes mais competitivos na disputa pelas duas vagas ao Senado em 2026 e ameaça o domínio das velhas estruturas políticas do Estado.

Segundo o levantamento, Miguel aparece empatado tecnicamente em segundo lugar com o deputado Eduardo da Fonte (PP), com 18,1% das intenções de voto, ficando atrás apenas do senador Humberto Costa (PT), que lidera com 26,7%. A diferença, no entanto, é que Miguel cresce onde os demais não chegam: o interior.

Nos números por região, o ex-prefeito dispara no São Francisco, com 46,6% das intenções de voto, e lidera com folga também no Sertão (16,7%), o que o coloca como o nome mais consolidado do interior — uma região que historicamente foi decisiva nas eleições estaduais. Esse domínio regional o coloca como figura central em qualquer aliança futura, especialmente se o União Brasil decidir se posicionar de forma mais autônoma na disputa majoritária.

Enquanto Humberto Costa mantém o controle sobre a Zona da Mata e o eleitorado ligado ao campo da esquerda, e Eduardo da Fonte trabalha para consolidar o Agreste, Miguel demonstra que tem um território cativo e fiel, construído a partir da gestão em Petrolina e da atuação política de sua família.

Outro dado que incomoda os concorrentes é a baixa rejeição do ex-prefeito: apenas 2,5% dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum, o menor índice entre todos os nomes testados. Em um cenário cada vez mais pulverizado, ter baixa rejeição é sinônimo de potencial de crescimento, sobretudo quando as campanhas começarem a ganhar corpo em 2026.

Nos bastidores, aliados de Miguel interpretam o resultado como a confirmação de que o nome dele pode ser decisivo em qualquer composição majoritária, seja como cabeça de chapa, seja como candidato natural ao Senado. O ex-prefeito já vem sendo procurado por lideranças de diferentes partidos para discutir cenários de aliança e construção de um bloco de centro-direita mais robusto.

A leitura entre analistas políticos é que, caso mantenha esse ritmo de crescimento e preserve a boa imagem no interior, Miguel pode quebrar o eixo tradicional de concentração política na Região Metropolitana e se firmar como a principal liderança emergente do Sertão pernambucano.

Nos bastidores da sucessão estadual, a pesquisa também reforça a ideia de que Miguel Coelho pode ser peça-chave na montagem das chapas de 2026. O União Brasil, partido que busca recuperar protagonismo em Pernambuco, pode apostar nele como candidato ao Senado, vice numa chapa de centro-direita, ou até mesmo como nome alternativo para o Governo do Estado, caso o cenário de fragmentação se amplie. A depender das articulações nacionais e do comportamento do eleitorado do interior, Miguel tende a ser um dos nomes mais cobiçados nas alianças que se formarão até o próximo ano.

A pesquisa do Instituto Opinião foi realizada entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro, com 2 mil entrevistados em 80 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95,5%.

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