A corrida para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) já movimenta os bastidores da política em Petrolina, com uma lista diversa de pré-candidatos que reúne novidades, nomes tradicionais e apostas de renovação.
Uma das grandes surpresas do momento é a pré-candidatura do publicitário e blogueiro Carlos Britto. Mesmo sem definição oficial se disputará uma vaga como deputado estadual ou federal, os sinais apontam cada vez mais para a Alepe. Britto é tratado como uma espécie de prioridade dentro do projeto político da governadora Raquel Lira, que buscará a reeleição em 2026, o que aumenta ainda mais o peso de seu nome no tabuleiro eleitoral.
Outro nome lembrado é o do ex-vereador Elismar Gonçalves, que aparece no cenário de forma tímida, sem grande empolgação popular ou movimentações mais robustas até o momento.
Já o ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio, surge como um dos nomes mais bem cotados para a disputa legislativa. Com histórico consolidado na política local, Lóssio é visto como um pré-candidato competitivo, especialmente entre o eleitorado que valoriza experiência administrativa.
Também é lembrado nos bastidores o nome da primeira-dama de Petrolina, Aline Durando, embora ainda não haja confirmação ou movimentação pública mais clara sobre sua entrada na disputa.
O presidente da Câmara de Vereadores de Petrolina, Ozório Siqueira, é outro nome que aparece nas conversas políticas. Segundo interlocutores, ele vem sendo aconselhado por correligionários e amigos a colocar o nome na disputa estadual.
Por outro lado, alguns nomes conhecidos já estão fora do páreo. O vereador Gabriel Menezes, que disputou a eleição passada para deputado estadual, não deve entrar novamente na corrida. A vereadora Maria Helena, sempre bem lembrada em períodos eleitorais, também não pretende disputar desta vez.
Pelo PL, o nome definido é o do vereador Dhiego Serra, pré-candidato do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, a expectativa é de que Dhiego faça dobradinha com o pré-candidato a deputado federal Doutor Marcos Ortopedista, que conta com forte apoio do eleitorado bolsonarista na região.
Ainda no campo conservador, aparece Diogo Hoffmann (União Brasil). Vereador reeleito e atual líder do governo na Câmara Municipal, Diogo é ligado ao bolsonarismo e defensor das ações da prefeitura, especialmente nas áreas de segurança e infraestrutura.
Representando o campo da esquerda, o nome natural do PT em Petrolina é o do vereador Gilmar Santos. Professor, ativista social e figura atuante nos movimentos populares, Gilmar ganha ainda mais espaço após a possível saída de Odacy Amorim do partido.
Falando em Odacy, o ex-prefeito e ex-deputado estadual, hoje filiado ao Avante, também aparece como possibilidade de retorno à Alepe, o que reacende a lembrança de disputas eleitorais acirradas no município.
Fechando a lista, surge Ricardo Coelho (União Brasil), vice-prefeito de Petrolina e neto de Geraldo Coelho. Apontado como nome da renovação dentro do grupo Coelho, Ricardo é visto como uma das principais apostas para dar continuidade à força política da família na região.
Com tantos nomes colocados e outros ainda em fase de articulação, o cenário em Petrolina promete uma disputa intensa, marcada por alianças estratégicas, peso político e forte influência dos projetos estadual e nacional.



