O fim de 2025 foi amargo para quase 190 pais e mães de família em Cabrobó. Às vésperas do Natal e do Ano Novo, a gestão municipal decidiu promover uma demissão em massa, deixando dezenas de lares em situação de insegurança e fazendo com que muitos trabalhadores iniciassem 2026 desempregados.
A medida está registrada na Portaria nº 659/2025, publicada na edição nº 2580 do Diário Oficial. Com uma única canetada do prefeito, servidores ocupantes de cargos em comissão foram exonerados, gerando alarme, revolta e profunda insatisfação entre os atingidos.
De acordo com o art. 2º do documento, a justificativa apresentada pela prefeitura foi a necessidade de redução das despesas com pessoal, em cumprimento aos limites da Lei Complementar nº 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal.
O chamado “jacaré” entrou em vigor no dia 20 de dezembro, período tradicionalmente marcado por despesas extras, confraternizações e compromissos familiares, tornando a decisão ainda mais dura para quem foi desligado.
As exonerações atingiram diversas secretarias e órgãos da administração municipal, mostrando a dimensão do impacto social da medida:
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Agência Municipal de Meio Ambiente – 1 exoneração
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Gabinete do Prefeito – 5 exonerações
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Secretaria de Assistência Social – 43 exonerações
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Secretaria da Mulher – Juntas – 1 exoneração
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Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente – 18 exonerações
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Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo – 2 exonerações
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Secretaria de Finanças – 22 exonerações
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Secretaria de Governo – 3 exonerações
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Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária – 7 exonerações
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Secretaria de Infraestrutura – 16 exonerações
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Secretaria de Planejamento – 3 exonerações
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Secretaria de Saúde – 35 exonerações
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Secretaria Especial de Assuntos Indígenas – 4 exonerações
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Secretaria Especial de Povos Quilombolas – 3 exonerações
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Secretaria Especial da Fazenda – 9 exonerações
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Secretaria Especial de Cultura – 2 exonerações
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Secretaria Especial de Esporte e Lazer – 2 exonerações
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Secretaria de Justiça e Cidadania – 10 exonerações
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Secretaria de Educação – 2 exonerações
Nos bastidores, a pergunta que ecoa é simples e direta: por que a conta do desequilíbrio financeiro foi paga pelos trabalhadores? Para muitos ex-servidores, a sensação é de abandono, frustração e incerteza, justamente no momento em que mais precisavam de estabilidade.
Enquanto a gestão fala em responsabilidade fiscal, pais e mães de família enfrentam a dura realidade do desemprego, carregando o peso de uma decisão que transformou o início de 2026 em um período de preocupação e insegurança em Cabrobó.



