Um requerimento para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), conseguiu o número de assinaturas suficiente para que o colegiado possa ser instalado. Até o começo da tarde desta segunda-feira (9), o pedido reuniu o apoio de 29 senadores, dois a mais que o mínimo necessário.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) é o autor do requerimento que quer investigar a conduta dos ministros no escândalo do Banco Master. Entre os apoiadores há maioria de senadores ligados à oposição, inclusive Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como possível pré-candidato à Presidência. Nenhum parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT) assinou o pedido. O único senador da base governista a endossar o documento foi Flávio Arns (PSB-PR).
A criação da comissão de inquérito, no entanto, depende do aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O chefe da Casa Legislativa tem resistido a instalar uma CPI sobre o tema. Uma CPI mista para investigar o escândalo do Banco Master também já reúne assinaturas, mas ainda não há previsão de instalação.
Mais cedo, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, divulgou uma nota sobre o contrato com o Banco Master, que está no centro de um escândalo financeiro bilionário investigado em inquérito que tramita no STF. No texto, o escritório afirma que, durante o período do contrato, entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, foram produzidos 36 pareceres e realizadas 94 reuniões de trabalho. A nota também afirma que a banca nunca atuou perante o STF.
Já o ministro Dias Toffoli, que estava à frente da relatoria do caso envolvendo o Banco Master, deixou a função após um relatório da Polícia Federal do Brasil apontar mensagens com Daniel Vorcaro, dono do banco, nas quais o ministro era citado. A relatoria foi repassada ao ministro André Mendonça.
Bahia Notícias/Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil



