O agora ex-prefeito João Campos resolveu fazer aquilo que todo político faz quando acredita que já cumpriu sua missão: ampliar o território. Depois de “dar conta” do Recife, a meta agora é nada menos que Pernambuco inteiro — porque, claro, governar uma capital é só o aquecimento.
A cena da renúncia durante a inauguração de um hospital também não parece coincidência. É o roteiro clássico: entrega uma obra, faz discurso emocionado, levanta bandeira e já emenda o próximo passo. Tudo calculado para sair com a imagem de gestor que entrega e, ao mesmo tempo, de candidato que sonha grande.
No discurso, não faltaram palavras bonitas: povo, juventude, SUS, trabalho… um verdadeiro pacote completo. A bandeira, segundo ele, não é de político — embora tenha sido empunhada com força em um dos momentos mais políticos possíveis.
Agora resta acompanhar essa nova fase: um “jovem” disposto a percorrer o estado inteiro, como se estivesse começando agora — mesmo já sendo um dos nomes mais conhecidos da política pernambucana. No fim, a promessa é sempre a mesma: fazer em Pernambuco o que foi feito no Recife. A diferença é que, fora do discurso, o desafio costuma ser bem maior do que cabe na bandeira.



