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Coluna do Blog: Após o São João, Raquel Lyra terá que definir seus dois nomes para o Senado e encarar fogo cruzado político

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Os festejos juninos ainda movimentam Pernambuco, mas, nos bastidores da política estadual, a contagem regressiva para as eleições de 2026 já começou. E, passada a temporada de São João, a governadora Raquel Lyra (PSD), pré-candidata à reeleição, terá uma missão que não poderá mais ser adiada: definir os dois nomes que representarão seu grupo político na disputa pelo Senado Federal.

A tarefa está longe de ser simples. A governadora se encontra em um verdadeiro fogo cruzado de interesses partidários, lideranças regionais e aliados de peso que sonham ocupar uma das duas vagas que estarão em disputa nesta eleição.

Entre os nomes mais cotados aparece o do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que mantém forte influência política no Sertão e é visto por muitos aliados como um dos postulantes naturais à vaga. Sua experiência administrativa e capacidade de articulação o colocam constantemente entre os favoritos nas conversas de bastidores.

Outro nome que surge com força é o do deputado federal Túlio Gadêlha (Rede), que tem ampliado sua visibilidade estadual e pode representar uma alternativa para ampliar o alcance eleitoral da chapa governista com eleitores lulistas.

Também entra na disputa interna o deputado federal Eduardo da Fonte.

Correndo por fora, mas sem ser descartado das articulações, aparece o atual senador Fernando Dueire (MDB), que assumiu a vaga após a saída de Jarbas Vasconcelos e mantém interlocução com diversos grupos políticos. Sua permanência no Senado é defendida por setores que enxergam nele um perfil conciliador e de boa relação institucional.

A grande questão é que não haverá espaço para todos. Com apenas duas vagas disponíveis, qualquer definição inevitavelmente produzirá insatisfações e exigirá habilidade política da governadora para manter sua ampla base unida.

Se durante o São João a prioridade foi prestigiar os municípios e fortalecer a agenda administrativa, a partir do segundo semestre a realidade eleitoral deverá falar mais alto. E uma das decisões mais delicadas do projeto de reeleição de Raquel Lyra será justamente desenrolar o nó da disputa pelo Senado.

A avaliação é que o relógio começou a correr. E quanto mais a definição for adiada, maior tende a ser a pressão dos aliados que desejam ocupar um espaço na chapa majoritária governista.

Lula na frente!

Pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (20) mostra estabilidade em um eventual segundo turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 43%, repetindo os mesmos números registrados no levantamento de maio. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 17 e 19, com margem de erro de 2 pontos percentuais. No levantamento anterior, Lula liderava também no primeiro turno, com 40%, contra 31% de Flávio Bolsonaro. A pesquisa está registrada no TSE  com o númeroBR-09956/2026.

Apoio em Ouricuri

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), ampliou sua base política no Sertão ao receber, no úlrimo sábado (20), o apoio de Dr. Anderson Aquino, em Ouricuri. Pré-candidato a deputado estadual e uma das principais lideranças do município, Anderson passa a integrar o projeto da Frente Popular, fortalecendo o palanque socialista na região.

Após derrota em 2022, Antônio Fernando volta à disputa eleitoral

Derrotado nas eleições de 2022 e sem conseguir a reeleição para a Assembleia Legislativa, o ex-deputado estadual Antônio Fernando anunciou seu retorno à cena política como pré-candidato a deputado federal em 2026. Em entrevista a uma rádio local em Ouricuri, ele afirmou que sua candidatura conta com o apoio do deputado federal Túlio Gadêlha. 

Perguntar não ofende

Lula será reeleito no primeiro turno?

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