O vereador do Recife, Osmar Ricardo (PT), voltou a subir o tom na tribuna da Câmara Municipal ao criticar o que classificou como uma postura recorrente do PSB diante de episódios que envolvem aliados políticos.
Em seu pronunciamento, o parlamentar relembrou o caso da vereadora Liana Cirne, atingida por spray de pimenta durante uma manifestação no Recife, e também citou a recente denúncia feita pelo vereador Gilson Machado Filho, que afirmou ter sido ameaçado por um prefeito ligado ao PSB. Segundo Osmar, há uma tendência de minimizar ou evitar o aprofundamento de situações que possam desgastar integrantes do partido.
Durante o discurso, o vereador afirmou:
“O PSB tem um padrão: quando o problema é deles, tentam abafar. Quando a denúncia incomoda, tentam controlar a narrativa. Foi assim quando a vereadora Liana Cirne foi atingida por spray de pimenta durante um protesto no Recife. Um caso grave, que exigia apuração dura, resposta firme e respeito ao mandato de uma parlamentar. Mas, no governo Paulo Câmara, o que vimos foi o velho método: empurrar para baixo do tapete. Agora, a história se repete. O vereador Gilson Machado Filho denunciou que foi ameaçado por um prefeito do PSB, e a Câmara do Recife rejeitou até uma moção de repúdio. Quando a maioria se organiza para proteger aliados, não é política. É blindagem. E eu vou seguir dizendo na tribuna: mandato não existe para passar pano para prefeito, para partido ou para grupo político. Existe para fiscalizar, denunciar e defender a democracia. A Câmara precisa respeitar o povo, não servir de escudo para João Campos e para o PSB.”
A declaração reforça o clima de acirramento político na Câmara do Recife e amplia o debate sobre a atuação do Legislativo diante de denúncias envolvendo agentes públicos e lideranças partidárias.




