Guilherme Augusto*
Nunca foi tão fácil acessar informações e, ao mesmo tempo, tão difícil distinguir conhecimento de opinião. O conhecimento é indispensável para a nossa atuação na sociedade; por meio dele, compreendemos o nosso entorno e o mundo, conseguindo opinar e agir de uma maneira crítica. Ele serve como um guia, que ajuda as pessoas a seguirem pelos melhores caminhos na estrada da vida.
Por isso, a escola tem um papel indispensável, pois proporciona aos estudantes fundamentos que permitem distinguir o conhecimento do senso comum. Em tempos em que a desinformação permeia as redes sociais, a escola e todo o ensino que ela oferece aos alunos são imprescindíveis.
O conhecimento e a experiência têm uma diferença significativa em relação ao senso comum, que muitas vezes é considerado como verdade, mas que conduz apenas ao engano. Na filosofia, por meio do Mito da Caverna, Platão discorre sobre este tema ao discutir sobre doxa (opinião) e episteme (saber). Trata-se de uma discussão antiga, contudo, extremamente atual.
As redes sociais são úteis, uma vez que encurtam distâncias e aproximam pessoas, contudo, muitas vezes elas disseminam informações incoerentes, meras opiniões, oferecidas como conhecimento verdadeiro. Muitos ficam presos nesta caverna, olhando a vida pelas sombras do equívoco, sem perceber o sol da verdade, que brilha fora da caverna.
Em tempos de redes sociais e de todos os conteúdos que a internet oferece às pessoas, ter senso crítico é indispensável, e o saber que a escola e a universidade oferecem permitem que a pessoa caminhe por uma estrada bem calçada nesta nossa caminhada da vida.
Desvalorizar o papel das instituições de ensino é perigoso; o ser humano só sai da caverna do senso comum a partir da luz da aprendizagem, que permite às pessoas diferenciar a opinião do conhecimento em nossa sociedade.
*Guilherme Augusto é mestre em Filosofia, especialista em Ciências da Religião e Ensino Religioso e Filosofia, e Professor regente mestre da área de Geociências, vinculado à Escola Superior de Educação, Humanidades e Línguas (ESEHL) do Centro Universitário Internacional Uninter.



