Em 2026, a Bahia chega a uma marca simbólica na política estadual: 20 anos consecutivos de governos do PT. Foram oito anos de Jaques Wagner (2007-2014), oito anos de Rui Costa (2015-2022) e, agora, Jerônimo Rodrigues completa quatro anos à frente do Palácio de Ondina. Se reeleito, o grupo petista alcançará 24 anos ininterruptos no comando do Estado.
Duas décadas no poder são, por si só, um dos principais temas da disputa eleitoral. Afinal, é natural que, após tanto tempo governando, uma parcela do eleitorado passe a cobrar mudanças, novos rumos ou uma alternância de poder.
É justamente nesse ponto que a oposição concentra sua estratégia.
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), tem repetido em praticamente todos os seus discursos que a Bahia precisa “virar a página” e se libertar de um grupo político que governa o Estado há quase duas décadas. A narrativa é simples: o ciclo teria chegado ao fim e seria hora de oferecer aos baianos uma nova forma de administrar.
Do outro lado, o PT aposta no discurso da continuidade, defendendo que os avanços conquistados desde 2007 justificam a permanência do projeto político.
O debate, portanto, caminha entre dois sentimentos distintos: de um lado, o possível desgaste natural de quem governa há 20 anos; do outro, a força eleitoral construída pelo partido ao longo desse período.
As pesquisas divulgadas em 2026 mostram que ACM Neto aparece competitivo e, em alguns levantamentos, lidera a corrida pelo governo estadual, enquanto Jerônimo Rodrigues enfrenta índices relevantes de desaprovação.
Mas existe um fator que torna essa eleição diferente de qualquer análise baseada apenas na política estadual: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Historicamente, Lula mantém forte influência eleitoral na Bahia, um dos estados onde o PT tradicionalmente registra seus melhores desempenhos nas eleições presidenciais. Esse capital político pode ser determinante para impulsionar a candidatura de Jerônimo Rodrigues durante a campanha, especialmente quando a disputa entrar no corpo a corpo com o eleitor.
Por isso, a eleição baiana parece caminhar para um confronto entre duas forças.
De um lado, o argumento da oposição de que o Estado vive um longo ciclo político e que a alternância de poder seria saudável para a democracia.
Do outro, a capacidade de transferência política do presidente Lula, que continua sendo um dos principais ativos eleitorais do PT na Bahia.
No fim das contas, a campanha poderá responder a uma pergunta central: o eleitor votará olhando para os 20 anos de governos petistas ou para a influência de Lula?
Se prevalecer o desejo de alternância, a oposição acredita que tem uma oportunidade histórica de voltar ao Palácio de Ondina.
Se a força política de Lula falar mais alto, o PT poderá ampliar sua permanência no governo baiano para 24 anos consecutivos, consolidando um dos ciclos de poder mais longos da história política recente do Estado.
Moraes suspende por 90 dias visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A decisão foi tomada após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai. Moraes determinou ainda que a defesa de Bolsonaro se manifeste em até 48 horas, ressaltando que o ex-presidente está proibido de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. Segundo o ministro, a conduta do senador desrespeitou a decisão judicial e justificou a suspensão das visitas.
Convenções partidárias em Pernambuco começam dia 20 e oficializam candidaturas ao Governo do Estado
A partir de 20 de julho, a disputa pelo Governo de Pernambuco entra na fase das convenções partidárias, que seguem até 5 de agosto para oficializar candidaturas e alianças. As principais convenções serão as do PSB, em 1º de agosto, que deve confirmar João Campos, e do PSD, em 2 de agosto, quando Raquel Lyra deverá ter sua candidatura à reeleição homologada e apresentar a composição de sua chapa. O calendário também inclui as convenções da federação PT/PV/PCdoB, em 20 de julho, do Novo, em 21 de julho, e do MDB, em 25 de julho.
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