A filha de uma paciente de 48 anos, que está internada no Hospital Regional de Juazeiro, no norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para reclamar da demora na definição do tratamento da mãe. Segundo ela, a paciente está internada há cerca de quatro meses e apresenta um quadro grave de saúde, com perda de peso, dores intensas e vômitos.
De acordo com a filha, a primeira internação da mãe aconteceu em fevereiro deste ano. Desde então, ela permaneceu apenas seis dias em casa e voltou a ser internada. A família afirma que não recebe uma definição sobre o diagnóstico e tratamento da paciente.
“Pediram um exame para a gente fazer particular e nós fizemos. Nesse exame apareceu um tumor e que ele estava irradiando para o fígado. O exame de imagem mostrou que o tumor já tinha crescido de três para cinco centímetros. Depois, no hospital, fizeram uma biópsia, que o resultado chegou agora, e o resultado deu que ela não tem câncer. Ficou o dito pelo não dito, porque um exame diz uma coisa e o outro diz outra, mas ninguém toma uma atitude para tratar a minha mãe”, afirmou a filha.
Ela relata que a mãe permanece internada no hospital e que seu estado de saúde tem se agravado.
“Minha mãe está lá vomitando fezes, com diarreia, febre e não consegue se alimentar. Ela pesava 102 quilos e hoje está com apenas 65. Minha mãe está definhando, morrendo, tomando muita morfina porque não aguenta mais de dor, e eles não fazem nada”, desabafou.
A filha afirma ainda que a família procura diariamente a equipe médica e o serviço social em busca de respostas, mas diz que não há definição sobre o tratamento.
“A gente cobra o cirurgião, procura o assistente social todos os dias e ninguém resolve. Quando ela vomitou fezes, chamaram o médico, e ele só disse que, se ela vomitasse de novo, era para chamar. A médica passa por volta das 7h00, prescreve remédio para o vômito e vai embora. Depois disso, só ficam as enfermeiras. A gente está desesperado, sem saber mais o que fazer”, relatou.
Segundo ela, quem acompanha a paciente diariamente no hospital é a avó dela, de 72 anos. A filha explica que, por estar gestante, não consegue permanecer na unidade em tempo integral.
“A minha avó, que é mãe dela, tem 72 anos e é quem fica acompanhando minha mãe. Eu estou gestante e não posso estar lá o tempo todo. A gente só quer uma resposta e façam alguma coisa por ela. Estamos angustiados vendo ela sofrer tanto sem ninguém fazer nada, não sabemos mais a quem recorrer”, concluiu.
Encaminhamos o caso para o Hospital Regional de Juazeiro e aguardamos um posicionamento.
Redação PNB



