O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), voltou a apresentar uma nova promessa de campanha. Desta vez, anunciou que pretende zerar a conta de água das famílias beneficiárias da tarifa social que convivem com o rodízio no abastecimento e fazer com que consumidores de baixa renda que utilizam até 10 mil litros por mês paguem apenas pelo volume efetivamente consumido.
Pela proposta, o custo pode chegar a R$ 221 milhões por ano, valor que, segundo a equipe do socialista, seria reduzido gradualmente à medida que o abastecimento de água fosse universalizado. João Campos também afirma que a medida serviria para pressionar a futura concessionária dos serviços de água e esgoto a acelerar os investimentos, já que a empresa deixaria de receber parte da receita enquanto persistisse o racionamento.
A iniciativa chega em meio à pré-campanha eleitoral e reforça um discurso cada vez mais conhecido do prefeito do Recife. Nos bastidores da política pernambucana, João Campos já ganhou até um apelido entre adversários: “João Promessa”, pela sequência de anúncios e compromissos assumidos antes mesmo do início oficial da campanha.
É inegável que a proposta aborda um problema real enfrentado por milhares de pernambucanos que convivem diariamente com a falta de água. No entanto, também levanta questionamentos sobre sua viabilidade financeira, a fonte dos recursos e a forma como será colocada em prática.
Afinal, prometer é uma das partes mais fáceis de uma campanha eleitoral. O desafio começa depois da posse, quando as contas precisam fechar e as promessas precisam sair do discurso para a realidade.
Enquanto novas propostas continuam sendo apresentadas, resta ao eleitor acompanhar com atenção e fazer a pergunta que já circula nos bastidores: quantas dessas promessas realmente sairão do papel caso João Promessa chegue ao Palácio do Campo das Princesas?



