InícioPolíticaColuna do Blog: Campanha suja não pode transformar dor em arma política

Coluna do Blog: Campanha suja não pode transformar dor em arma política

Author

Date

Category

A campanha eleitoral em Pernambuco começa a ultrapassar limites que jamais deveriam ser cruzados. Usar a morte de uma pessoa para atingir uma candidata à reeleição não é estratégia política, não é debate eleitoral e muito menos democracia. É maldade. É campanha suja.

A governadora Raquel Lyra (PSD) se emocionou neste domingo (30) ao denunciar a circulação de cartazes apócrifos pelas ruas do Centro do Recife, fazendo referência à morte de seu marido, o empresário Fernando Lucena, falecido em 2022, aos 44 anos, após sofrer um infarto na véspera do primeiro turno das eleições daquele ano.

Em sua manifestação, Raquel fez um desabafo carregado de dor e indignação: “Os ataques de ódio, que começaram nas redes sociais, agora ganharam as ruas do Centro do Recife. Respeite minha dor.”

A governadora ainda repudiou a utilização de sua tragédia pessoal no ambiente eleitoral.

A situação é grave e exige investigação. A Justiça Eleitoral precisa descobrir de onde partiu esse material, quem produziu, quem financiou e quem espalhou os cartazes. Não se pode permitir que o anonimato seja utilizado como esconderijo para ataques dessa natureza.

O mais preocupante é que, quando uma campanha ou seus setores mais obscuros recorrem à dor pessoal de uma adversária, fica evidente que o debate político está dando lugar ao vale-tudo.

E aqui cabe uma reflexão: que desespero é esse?

Pernambuco precisa discutir propostas, obras, segurança, saúde, educação e o futuro do Estado. O eleitor merece comparar projetos e decidir nas urnas. Mas transformar a morte do marido de uma candidata em instrumento de ataque político é atravessar uma linha moral que ninguém deveria ultrapassar.

Se ninguém sabe de onde partiu, a Justiça precisa descobrir. Porque uma eleição não pode ser vencida com ódio, covardia e ataques à dor de uma família.

A campanha está ficando suja. E usar a morte para tentar atingir uma candidata à reeleição demonstra, acima de tudo, desespero.

Pergunta que fica: até onde alguns estão dispostos a ir para ganhar uma eleição?

Pernambucanos em defesa de Raquel

Os ataques envolvendo a morte do empresário Fernando Lucena, marido da governadora Raquel Lyra, provocaram indignação e levaram pernambucanos a saírem em defesa da candidata à reeleição.

Nas redes sociais, as manifestações foram de solidariedade à governadora e de repúdio à utilização de uma tragédia pessoal como instrumento de ataque político.

Deputado federal concentra maior volume de recursos nas eleições, aponta TSE

As campanhas para deputado federal concentram o maior volume de recursos das eleições deste ano. Segundo dados do TSE, os candidatos à Câmara já declararam R$ 982,8 milhões em receitas, sendo 95% provenientes de recursos públicos, por meio do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral.

O valor supera os recursos destinados às campanhas para deputado estadual, Senado, governos estaduais e Presidência da República. Os números ainda podem ser atualizados até o fim da eleição.

Perguntar não ofende

Até onde alguns estão dispostos a ir para ganhar uma eleição?

Recent posts