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Coceira que não passa e nariz entupido: sinais de que seu corpo pode estar enfrentando a inflamação tipo 2

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Diagnósticos isolados levam pacientes a normalizar o desconforto e adaptar a rotina à doença; especialistas explicam por que tratar a causa pode mudar a qualidade de vida

São Paulo, setembro de 2026 – Coceira persistente, ressecamento severo e eczemas que nunca desaparecem completamente levam frequentemente os pacientes a acreditarem que têm apenas uma “pele sensível”. No entanto, esses sinais podem fazer parte de um processo conhecido como inflamação tipo 2, um padrão de resposta do sistema imunológico que, quando desregulado, afeta a barreira cutânea e pode estar associado a manifestações em outras partes do corpo.
O mecanismo está presente na dermatite atópica e pode, em alguns casos, coexistir com outras condições, como rinite, asma e esofagite eosinofílica, uma inflamação crônica do esôfago que pode provocar dificuldade para engolir. Contudo, os especialistas reforçam que ter uma dessas condições não significa obrigatoriamente que o paciente desenvolverá as demais.
Essa resposta imunológica acontece quando o sistema de defesa reage de forma exagerada e prolongada. Como pode atingir diferentes órgãos ao mesmo tempo, uma mesma pessoa passa a apresentar lesões na pele, nariz entupido, falta de ar e outras manifestações alérgicas que parecem não ter relação entre si.
“Um paciente pode, por exemplo, tratar a pele e continuar com asma, rinite ou sintomas nasais sem acompanhamento adequado. Quando identificamos essas associações, conseguimos organizar melhor o cuidado e encaminhar o paciente para as especialidades necessárias”, explica a dermatologista Marcela Cestari, do Hospital Sírio-Libanês.
De acordo com a especialista, essa falta de visão integrada faz com que muitos convivam com o desconforto por anos. “É comum ouvir frases como ‘minha pele sempre foi sensível’ ou ‘já me acostumei com a coceira’. O problema começa quando o paciente passa a adaptar a própria rotina à doença. Se esses sintomas interferem no sono ou na qualidade de vida, é hora de buscar ajuda”, afirma Cestari.
Ainda não existe um sintoma isolado ou teste específico que determine a presença de inflamação tipo 2. Alterações em exames de sangue, como a elevação de eosinófilos, células do sistema imunológico envolvidas em processos inflamatórios, ou de IgE (imunoglobulina E), podem ocorrer porque a falha na barreira da pele facilita o contato com agentes externos. No entanto, esses marcadores não são suficientes para confirmar a condição.
O diagnóstico é estritamente clínico e depende de uma boa anamnese, do exame físico da pele, da distribuição das lesões e do histórico do paciente. Exames laboratoriais não diagnosticam a doença isoladamente e a reação tipo 2 não deve ser confundida com uma simples alergia.
O tratamento varia de acordo com a doença, a intensidade dos sintomas e as características de cada paciente. Medicamentos à base de corticoides podem fazer parte da abordagem em algumas situações, mas o uso prolongado ou recorrente, pode aumentar o risco de efeitos adversos. Por isso, a escolha da terapia, a dose e o tempo de tratamento devem ser definidos pelo médico.
Na visão da médica, reconhecer o mecanismo da inflamação ajuda a manter a doença sob controle ao invés de tratar apenas os momentos de crise.
“Uma pergunta simples na consulta ajuda a ampliar esse olhar: além da pele, como estão seu nariz e sua respiração? O objetivo é sair do ciclo de tratar apenas as crises e estabelecer uma estratégia de controle da doença”, conclui a dermatologista.

Sobre o Sírio-Libanês

A Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, instituição filantrópica que completou 100 anos em 2021, atua diariamente para oferecer e compartilhar com a sociedade uma assistência médico-hospitalar de excelência, com atendimento humanizado e individualizado em mais de 60 especialidades. Desde 2007, é reconhecida pela Joint Commission International (JCI), principal órgão mundial em qualidade e segurança hospitalar, e é a única instituição no Brasil a possuir também a acreditação da JCI em Atenção Primária à Saúde.

Por meio da Faculdade Sírio-Libanês, contribui para a formação de profissionais de saúde éticos e preparados para atuar com base em boas práticas, além de fomentar o desenvolvimento científico com estudos e pesquisas nacionais e internacionais. A instituição oferece graduação, pós-graduação lato sensu e stricto sensu, residências médicas e multiprofissionais, cursos de atualização, estágios, seminários e reuniões científicas.

O Sírio-Libanês foi pioneiro na criação de programas de Saúde Populacional, que reúnem empresas, operadoras e equipes de Atenção Primária no cuidado contínuo e qualificado, apoiando a gestão do benefício do plano de saúde e promovendo qualidade de vida e produtividade. Atualmente, está presente com dois hospitais e cinco unidades em São Paulo e Brasília. Saiba mais em nosso site: https://hospitalsiriolibanes.org.br/

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