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Coluna do Blog: Pernambuco entra na reta final com eleição aberta e disputa voto a voto

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A eleição para o Governo de Pernambuco chega à reta final com cara de disputa grande, acirrada e ainda sem dono. De um lado está a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição e que vinha aparecendo na frente em boa parte dos levantamentos. Do outro, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que conseguiu encurtar a distância e transformou a eleição em uma verdadeira briga voto a voto.

E se alguém ainda tinha dúvida sobre o grau de competitividade dessa eleição, a pesquisa Real Time Big Data divulgada no início de setembro colocou ainda mais lenha na fogueira: Raquel e João aparecem empatados com 43% das intenções de voto no primeiro turno. No segundo turno, o empate também se repete, com 44% para cada um.

Ou seja: ninguém pode cantar vitória antes da hora.

Raquel chega à reta final tentando transformar a condição de governadora em força eleitoral. João Campos, por sua vez, aposta na força política construída no Recife e na capacidade de ampliar seu espaço para além da capital. É uma disputa entre dois projetos políticos que, neste momento, concentram praticamente todas as atenções do eleitorado pernambucano.

O detalhe é que o cenário mudou. Pesquisas anteriores mostravam Raquel em vantagem mais confortável. A Quaest divulgada em agosto, por exemplo, apontava 44% para a governadora contra 36% para João Campos. Agora, o Real Time mostra um empate absoluto. E essa mudança é justamente o que torna a eleição tão imprevisível.

No meio dessa polarização, os demais candidatos aparecem muito distantes dos dois líderes. Renan Hallais aparece com 4%, enquanto Ivan Moraes registra 2% no levantamento Real Time.

Na prática, a eleição parece ter se transformado em uma corrida de dois. Raquel precisa segurar sua posição e impedir o avanço do adversário. João precisa manter o crescimento e transformar a aproximação em liderança. E é justamente aí que mora a emoção da disputa.

A reta final promete ser marcada por ataques, respostas, agendas intensas, busca por apoios políticos e, principalmente, pela tentativa de cada campanha de convencer o eleitor que ainda está indeciso.

Pernambuco, pelo visto, vai chegar ao dia da votação sem entregar facilmente o resultado. As pesquisas mostram uma eleição aberta, e o empate entre Raquel Lyra e João Campos deixa uma certeza: até a urna fechar, ninguém terá o direito de tratar essa eleição como ganha ou perdida.

No xadrez eleitoral pernambucano, as peças estão posicionadas. Agora começa a fase em que cada voto pode fazer diferença.

Doutor Anderson Aquino intensifica agenda no Araripe e amplia apoio popular

O candidato a deputado estadual Doutor Anderson Aquino cumpriu uma intensa agenda política em Ouricuri e na região do Araripe, com visitas a feiras livres, bairros, associações e lideranças. Durante os encontros, apresentou suas propostas, ouviu demandas da população e buscou fortalecer alianças e conquistar novos apoios.

Segundo a divulgação da campanha, Anderson tem recebido manifestações de carinho e apoio popular, com destaque para a expectativa de que sua eleição represente renovação e maior voz para o Araripe na Assembleia Legislativa de Pernambuco. As propostas apresentadas têm foco principalmente em saúde, geração de emprego e desenvolvimento regional.

Coligação de Raquel aciona TRE-PE contra Mendonça Filho por propaganda eleitoral

A Coligação Pernambuco de Coração acionou o TRE-PE, nesta segunda-feira (7), contra o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) e o Partido Liberal, por suposta propaganda eleitoral irregular.

A coligação questiona peças de campanha que associam Mendonça Filho à governadora Raquel Lyra (PSD), argumentando que não existe vínculo eleitoral formal entre os dois. Segundo a ação, a propaganda poderia levar o eleitor a entender que Mendonça é um dos candidatos ao Senado apoiados por Raquel.

A representação pede, em caráter de urgência, a suspensão das propagandas no rádio e na televisão, além da retirada dos conteúdos das redes sociais e da proibição de novas peças que apresentem essa associação.

A coligação destaca que Raquel Lyra já declarou publicamente que seus candidatos ao Senado são Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadelha (PSD), e que Mendonça Filho não faz parte da chapa oficial.

A ação, de número 0601917-17.2026.6.17.0000, aponta possíveis violações ao Código Eleitoral, à Lei das Eleições e à Resolução 23.610/2019 do TSE.

Perguntar não ofende

Quem leva vantagem na reta final: Raquel ou João Campos?

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