Quem acompanha os bastidores da política de Petrolina já percebeu: tem candidatura crescendo sem fazer muito barulho. O nome da vez é o do ex-vereador Elismar Gonçalves (Podemos), que vem ampliando seus apoios e ocupando cada vez mais espaço na corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Com uma trajetória construída no discurso da honestidade, da ética e do respeito, Elismar aposta em uma fórmula diferente da velha política: conversa, articulação e presença nas comunidades. Sem atropelar ninguém, vai avançando pelas beiradas — e é justamente aí que alguns adversários começam a prestar mais atenção.
Oriundo da área irrigada e da região de sequeiro, Elismar carrega uma ligação direta com o campo e com a realidade de quem vive da agricultura. A proposta é se apresentar como uma voz do agricultor, do trabalhador rural e do homem e da mulher da caatinga na Alepe.
E apoio não parece faltar.
O ex-prefeito de Petrolina, Guilherme Coelho, está entre os nomes que apoiam o projeto e também o deputado federal, Lucas Ramos (PSB), do vereador Gabriel Menezes.Também caminham com Elismar a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Assalariados Rurais, Joelma do Sindicato, além de presidentes de bairros, lideranças comunitárias e representantes de diferentes setores e demais.
O curioso é que Elismar vem construindo sua candidatura sem entrar em guerra com concorrentes. O estilo é outro: diálogo, conversa olho no olho e construção política. Uma estratégia que pode parecer silenciosa, mas que começa a produzir resultados.
Nos bastidores, a pergunta já começa a circular: até onde pode chegar uma candidatura que cresce sem fazer tanto barulho?
Elismar sabe que a disputa pela Alepe será pesada e que Petrolina tem vários nomes fortes na corrida. Mas também sabe que eleição não se ganha apenas com barulho. Apoio político, presença nas bases e capacidade de conversar com diferentes segmentos também pesam.
E, enquanto alguns candidatos já estão acelerando o discurso, Elismar segue no seu ritmo, ampliando conversas e costurando apoios.
Perguntar não ofende: será que Elismar Gonçalves está crescendo justamente porque decidiu fazer política sem atropelar ninguém?





