O vereador de Petrolina, Gabriel Menezes (PSD), já foi um dos nomes mais combativos da oposição ao grupo político liderado por Miguel Coelho, ex-prefeito do município. Durante um bom tempo, Gabriel não economizou críticas aos Coelho. Entretanto, depois de tanta pancada, acabou retornando ao grupo, dessa vez nos braços do então prefeito Simão Durando, aliado de Miguel.
Mas, como na política os movimentos nem sempre são definitivos, as eleições deste ano parecem ter colocado uma interrogação nessa relação.
Gabriel deu sinais de distanciamento ao não apoiar nenhum dos principais nomes apresentados pelo grupo político. Ficou de fora da campanha de Fernando Filho, reeleito deputado federal, e de Antonio Coelho, que também garantiu a reeleição para a Assembleia Legislativa de Pernambuco. Nem mesmo Miguel Coelho, candidato a deputado federal que não conseguiu se eleger, recebeu seu apoio.
Na outra ponta, o vereador caminhou com candidatos de oposição: o deputado federal Lucas Ramos, que não conquistou a reeleição, e o deputado estadual Elismar Gonçalves, que também não obteve êxito nas urnas.
Coincidência ou recado político? Por enquanto, não há declaração oficial de rompimento. Mas, quando um aliado deixa de caminhar com os principais candidatos do próprio grupo, é natural que surjam questionamentos sobre a continuidade dessa aliança.
Gabriel tem todo o direito de rever suas posições e escolher seus caminhos. Contudo, se a intenção for mesmo romper com o grupo Coelho, precisará apresentar uma boa explicação ao eleitorado. Afinal, a política permite mudanças de lado, mas mudanças sucessivas, sem justificativas convincentes, podem cobrar um preço alto.
Na política, mudar de lado pode até fazer parte do jogo. O que não pode faltar é coerência. Porque quem troca de companhia a cada nova conveniência corre o risco de perder aquilo que mais importa na vida pública: a credibilidade.
Expectativa!
As campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro aguardam novas pesquisas sobre a disputa presidencial. A Quaest divulga seu levantamento na quarta-feira (14), com 2.154 entrevistados, enquanto o Datafolha apresenta os números na quinta-feira (15), após ouvir 2.520 eleitores. Ambos têm margem de erro de dois pontos percentuais.
No campo de Flávio Bolsonaro, a expectativa é de manutenção da vantagem de quatro pontos registrada pelo Datafolha, que apontou 49% a 45%. Já os aliados de Lula esperam uma redução da diferença. O Ipespe também divulgará pesquisa no sábado (17). Seu levantamento anterior indicou Flávio com 52,7% e Lula com 47,3% dos votos válidos.
Humberto Costa reforça coordenação da campanha de Lula em Pernambuco
O senador reeleito Humberto Costa (PT) passou a integrar a coordenação da campanha de Lula em Pernambuco no segundo turno, ao lado de Teresa Leitão e Carlos Veras, além de representantes de outros nove partidos aliados.
Em reunião no Recife, as lideranças definiram como prioridade conquistar os votos dos eleitores que se abstiveram no primeiro turno, destacando programas sociais, geração de empregos e valorização do salário mínimo. A coordenação também planeja atos públicos e mobilizações de rua em todo o estado até o dia da eleição.
Perguntar não ofende
Quando o vereador Gabriel Menezes vai anunciar seu rompimento com o grupo do prefeito Simão Durando?





