A urna falou alto — e o resultado não foi o que João Campos esperava. O candidato do PSB terminou a disputa pelo Governo de Pernambuco derrotado ainda no primeiro turno, sem sequer alcançar a segunda etapa da eleição. Raquel Lyra foi reeleita e seguirá por mais quatro anos no comando do Estado. Com 100% das urnas apuradas, Raquel obteve 2.805.438 votos, o equivalente a 53,27% dos votos válidos, enquanto João Campos somou 2.360.469 votos, ou 44,82%. Uma diferença superior a 440 mil votos.
E há um detalhe que merece atenção nos bastidores: João venceu no Recife, mas perdeu Pernambuco. Na capital que administrou, o socialista recebeu 473.994 votos, 49,94% dos válidos, contra 437.301 votos de Raquel Lyra, que alcançou 46,07%. A diferença ficou em pouco mais de 36 mil votos. A votação do Recife, portanto, não foi suficiente para transformar a vantagem na capital em força eleitoral no conjunto do Estado.
Raquel, por sua vez, adotou durante a campanha uma estratégia de diálogo com diferentes segmentos políticos e não se limitou a um único campo ideológico. Em uma eleição marcada pela polarização, buscou votos tanto entre setores ligados ao lulismo quanto entre eleitores identificados com o bolsonarismo. O resultado das urnas mostra que essa estratégia alcançou um eleitorado mais amplo e garantiu à governadora a reeleição já no primeiro turno.
João Campos apostou na força política construída no Recife e na estrutura de seu grupo, mas o resultado estadual mostrou os limites dessa estratégia. A derrota representa também uma mudança importante no cenário político pernambucano. Depois de uma sequência de vitórias eleitorais, João agora terá de reorganizar seu grupo e lidar com uma derrota justamente na disputa pelo cargo que pretendia ocupar.
Nos bastidores, a leitura é simples: João Campos ganhou Recife, mas Raquel Lyra ganhou Pernambuco. E não houve segundo turno para contar uma nova história. A história foi escrita de uma vez só nas urnas.
Juazeiro ganha mais um estadual
Em Juazeiro, no Norte da Bahia, os três deputados com mandato foram reeleitos: Zó do Sertão (PCdoB), Roberto Carlos (PV) e Jordavio Ramos (PSDB). A cidade também elegeu um novo representante, Juvenilson Passos (PT). Os quatro possuem domicílio eleitoral em Juazeiro.
Sertão do Araripe faz história
O Sertão do Araripe pode agora bater no peito e dizer que tem uma representante filha da terra na Câmara dos Deputados. Eliane Soares (PSB), ex-prefeita de Santa Cruz, foi eleita em 2026 e se tornou a primeira deputada federal do Sertão do Araripe. Com 99,79% das urnas apuradas, Eliane somava 100.143 votos, garantindo seu primeiro mandato em Brasília.
Reeleitos
O prefeito Simão Durando tem muito a comemorar. O grupo reelegeu o deputado federal Fernando Filho e o deputado estadual Antônio Coelho. Além disso, a governadora Raquel Lyra foi majoritária no município.
Na suplência
O deputado federal Lucas Ramos (PSB) não conseguiu a reeleição e ficou na suplência. Por outro lado, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, também não foi eleito e ficou na suplência para a Câmara dos Deputados.
Perguntar não ofende
Após a derrota nas urnas, João Campos vai procurar um emprego de carteira assinada para exercer sua profissão de engenheiro civil?





