O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), começa a dar sinais de que é hora de desacelerar e reorganizar os próximos passos. Depois de um ano marcado por expectativas políticas que não se concretizaram, o ex-gestor publicou, nesta segunda-feira (2), uma mensagem em seu Instagram falando sobre aprendizados, desafios e recomeço.
A trajetória eleitoral de Miguel em 2026 teve mudanças de planos. Inicialmente, ensaiou uma candidatura ao Senado Federal, mas não conseguiu viabilizar seu projeto. Na reta final, colocou o nome à disposição para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, mas acabou não conquistando uma cadeira.
Apesar de não ter sido eleito, Miguel obteve uma votação expressiva: foram 102.595 votos em Pernambuco, ficando como primeiro suplente da Federação União Progressista. Em Petrolina, sua principal base política, alcançou 56.663 votos, sendo o deputado federal mais votado do município, com 30,43% dos votos válidos.
Nas redes sociais, Miguel deixou uma mensagem que mistura reconhecimento, reflexão e sinalização sobre o futuro:
“2026 me ensinou, entre dores e aprendizados, que nem tudo acontece como planejamos. É tempo de respirar, valorizar quem amo e recomeçar, sem pressa, no tempo de Deus.
A Pernambuco e, especialmente, a Petrolina, minha eterna gratidão. Seguimos juntos!”
A mensagem pode ser interpretada como um momento de recolhimento após uma sequência de desafios. Miguel continua sendo uma das principais lideranças políticas do Sertão pernambucano, mas o resultado eleitoral deixa uma questão em aberto: qual será o próximo movimento do ex-prefeito?
Uma coisa é certa: mesmo sem mandato, os 56 mil votos conquistados em Petrolina mostram que Miguel mantém uma força eleitoral considerável na cidade. Resta saber como essa força será trabalhada daqui para frente.
O fujão
Flávio Bolsonaro voltou a reclamar da Justiça após a derrota eleitoral. Em publicação nas redes sociais, no último domingo (1º), criticou as medidas cautelares, a intimação para entregar o passaporte e voltou a falar em perseguição. O senador afirmou que não se arrepende de nada do que fez.
Alerta mundial: 189 jornalistas foram assassinados em dois anos, aponta Unesco
Um levantamento da Unesco aponta que 189 jornalistas foram assassinados no mundo em 2024 e 2025, o maior número em dez anos. Desse total, 67% das mortes ocorreram em zonas de conflito, com destaque para a Palestina, que registrou 62 vítimas.
No Brasil, foi registrado um assassinato: o radialista Luís Augusto Carneiro da Costa, conhecido como Luisinho Costa, morto em maio de 2025, em Abaetetuba (PA).
O relatório também alerta para a impunidade: desde 2006, 86% dos assassinatos de jornalistas continuam sem solução definitiva ou sem resposta das autoridades.
Perguntar não ofende
O ex-prefeito de Petrolina (PE), Miguel Coelho, vai se preparar para disputar novamente a Prefeitura em 2028?





