A combinação de incentivos fiscais, custo mais baixo de mão de obra e energia barata, além de menor burocracia, tem atraído empresas brasileiras a expandir suas operações para o Paraguai.
Um dos grandes atrativos é a Lei de Maquila, criada para atrair indústrias que exportam e gerem empregos no Paraguai. O regime prevê tributação única de 1%, calculada sobre o valor agregado no Paraguai ou sobre o valor da fatura de exportação, prevalecendo a maior base, além de isenções tributárias específicas para operações aprovadas no regime.
De janeiro a setembro, as exportações do Paraguai sob o regime somaram US$ 1,148 bilhão, registrando um crescimento de 25% em relação ao mesmo período de 2025. O último balanço oficial registra 36.382 empregos vinculados ao setor.
Segundo dados da Câmara de Empresas Maquiladoras do Paraguai (Cemap), em abril o país possuía 339 maquiladoras, com uma predominância de investimentos vindos do Brasil. A Cemap estima que cerca de 70% do capital instalado sob esse regime de incentivo tem origem no Brasil.
Entre os setores que têm ampliado atividades no país estão o têxtil, o alimentício, o de plásticos e o de autopeças. No primeiro semestre de 2026, o Brasil recebeu 62% das exportações paraguaias de maquila.
Para Suelen, o Paraguai deve ser visto como uma oportunidade para fortalecer o Mercosul e ajudar as empresas brasileiras a enfrentar a concorrência chinesa e competir em outros mercados.
“É menos uma história de substituição de um país pelo outro e mais de reorganização das cadeias produtivas e expansão produtiva”, afirma a especialista, citando como exemplo a Lupo, que inaugurou uma fábrica em Ciudad del Este, no ano passado, mas não fechou nenhuma unidade no Brasil.
Sobre a Frontexa
A Frontexa é uma empresa brasileira especializada em competitividade regional e estruturação de operações empresariais em novos mercados. A companhia apoia empresas na análise de onde e como operar para ganhar eficiência, combinando leitura de cenário econômico, avaliação regulatória e fiscal e estruturação prática de operações.
Com foco na reconfiguração da base produtiva, fiscal, financeira e estratégica das empresas, a Frontexa conduz projetos que vão do diagnóstico à implementação, incluindo estruturação operacional, suporte na formação de equipes, identificação de ativos e viabilização da operação em novos ambientes de negócios.
O Paraguai se destaca como o principal caso atual dessa transformação, mas a atuação parte de uma lógica mais ampla de competitividade regional. A empresa é liderada por Suelen Raizer, que tem experiência prática em indústria e trajetória marcada pela revisão de modelo de negócio a partir de mudanças de ambiente, o que fundamenta sua atuação na interseção entre cenário econômico e decisão empresarial.




