Nos bastidores da política pernambucana, a pesquisa do Real Time Big Data caiu como combustível para animar os aliados de Miguel Coelho. O ex-prefeito de Petrolina aparece embolado com Humberto Costa (PT), que busca o terceiro mandato no Senado, e distante dos demais concorrentes. O dado reforça a narrativa de que Miguel conseguiu se manter no jogo mesmo após a derrota em 2022, quando disputou o Governo do Estado e saiu das urnas com quase 900 mil votos.
A leitura interna é de que ele chega a 2026 como uma das principais alternativas fora do campo da esquerda, com discurso afinado em torno da renovação da representação pernambucana em Brasília. Não por acaso, Miguel tem intensificado agendas em todo o Estado, apostando em seu perfil de gestor municipalista e no recall da sua administração em Petrolina, onde deixou o cargo com aprovação superior a 90%.
Entre aliados, há quem enxergue que o União Brasil pretende transformá-lo em peça-chave para redesenhar a correlação de forças no Senado, especialmente diante da fadiga de material do PT, que pode enfrentar dificuldades para segurar Humberto em mais uma eleição. Já os adversários avaliam que o desafio de Miguel será ampliar sua base além do Sertão e conquistar espaços no eleitorado da Região Metropolitana, onde o petista ainda é forte.
Ou seja: se a eleição para o Senado em Pernambuco promete ser uma das mais disputadas do país, Miguel Coelho já conseguiu o que queria — aparecer no centro do tabuleiro e se colocar como nome competitivo para a Casa Alta.



