Na Reunião Plenária desta quinta-feira (25), deputadas estaduais ocuparam a tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para reforçar a urgência de políticas públicas voltadas à saúde e à segurança no estado. Enquanto Roberta Arraes (PP) defendeu passe livre para pacientes com câncer, Simone Santana (PSB) fez apelo por mais segurança na Zona da Mata Norte.
Segurança
A deputada Simone Santana chamou a atenção do Governo do Estado para a violência no distrito de Apoti, em Glória do Goitá. Com o posto policial desativado há dois anos, a localidade, segundo ela, passa por “uma onda de assaltos que vem assustando a população da comunidade”.
Simone solicitou a intensificação de rondas ostensivas e a adoção de medidas estratégicas para garantir a segurança dos moradores. A parlamentar também cobrou melhorias na sinalização da Rodovia PE-51, conhecida como Estrada de Serrambi, além da instalação de um redutor de velocidade no trecho da Escola São José, no Engenho Canto, onde ocorreram acidentes no último mês.
A socialista, que preside a Comissão de Ciência e Tecnologia da Alepe, ainda comemorou a Semana Estadual da Astronomia e aproveitou para parabenizar os cientistas que se dedicam à observação das estrelas.
“Fica o nosso reconhecimento e o compromisso de seguir em defesa da astronomia, da ciência e da inovação tecnológica em nosso estado”, salientou.
Pacientes com câncer
Já a deputada Roberta Arraes pediu aos colegas a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 3359/2025, que amplia a Lei nº 12.045/2001, responsável pelo Passe Livre Intermunicipal. Atualmente, a norma garante gratuidade no transporte para pessoas com deficiência e autistas. A proposta amplia o benefício a pacientes com câncer em tratamento ativo, que muitas vezes precisam viajar longas distâncias até hospitais de referência.
A parlamentar também defendeu a ampliação da rede hospitalar no interior, citando o Hospital do Câncer do Sertão no Araripe (HCSA), em fase final de obras.
“Defendo com firmeza a interiorização da saúde. Não é justo que o paciente, já fragilizado com a dor, precise enfrentar estradas intermináveis para ter acesso a um tratamento que é seu direito”, afirmou.



