A recente condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) expôs um cenário de isolamento político em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Diferente de momentos anteriores, quando manifestações de apoio tomavam conta das ruas, desta vez, o silêncio foi absoluto: nenhum aliado local se mobilizou em defesa do ex-chefe do Executivo.
O contraste é ainda mais evidente porque Bolsonaro sempre manteve uma base fiel na cidade, considerada um reduto importante do bolsonarismo no Nordeste. Contudo, após a decisão judicial, o que se viu foi o abandono de lideranças que antes faziam questão de associar seus nomes à imagem do ex-presidente.
Nesse vácuo político, apenas o pré-candidato a deputado estadual Doutor Marcos Ortopedista (Agir) resolveu erguer a bandeira da defesa pública. Em entrevistas e postagens, ele se colocou como voz solitária em meio ao silêncio dos demais, reforçando que não deixará de apoiar Bolsonaro, mesmo em um momento de desgaste e incerteza.
A falta de mobilização em Petrolina levanta questionamentos sobre o futuro do bolsonarismo na região. Para analistas, o episódio mostra que muitos políticos locais preferem evitar desgaste e buscar novos arranjos políticos, deixando Bolsonaro cada vez mais restrito a apoiadores individuais e militantes mais fiéis.
Enquanto isso, a postura de Doutor Marcos Ortopedista o coloca em evidência no cenário estadual, já que, mesmo isolado, se mantém firme em sua escolha de continuar defendendo Bolsonaro, ainda que o restante da base local tenha recuado.



