Um verdadeiro mundo de palavras e encantamento estacionou em Juazeiro nesta quarta-feira (22), durante a programação do Juá Literária, maior evento literário da região. Crianças com olhos brilhando de curiosidade se transportaram para o fabuloso universo da Carreta Literária, a biblioteca itinerante da editora IMEPH que, em parceria com a Prefeitura de Juazeiro, entregou música, dança, livros, contação de histórias, alegria e muito aprendizado.
A cada turno, cerca de 3 mil alunos das diversas escolas da rede municipal de ensino vivenciaram a experiência da Carreta, mostrando que o gosto pela leitura e pela cultura faz parte da essência do juazeirense. O veículo se transformou em um palco de imaginação, com histórias, risadas e muita interação entre os pequenos.
Pela manhã, o artista musical Zé Livrório, apresentou a magia da poesia musicada com letras e melodias divertidas e contagiantes, que não deixaram ninguém parado. A cada frase cantada, a próxima vinha da voz potente dos pequenos leitores que cantaram, riram e participaram ativamente das dinâmicas.
Dando continuidade ao dia de magia, as crianças puderam contemplar a apresentação “Risos Ancestrais”, trazida pela artista Lua Mandala. Um espetáculo repleto de humor, música e reflexão sobre a importância de conhecermos nossa própria história. Valorizando a cultura indígena, vestida com indumentária inspirada nos povos originários, a artista encantou ao ensinar sobre o zelo pela natureza e a importância de respeitar a si mesmo e aos outros no processo de existir no mundo. A obra nos ensina a olhar para trás para entender o nosso presente e o nosso futuro através da ancestralidade.
Quem prestou atenção aos ensinamentos ancestrais foi Emily Lorane, aluna do Colégio Municipal Professora Iracy Nunes da Silva, no distrito de Itamotinga, que explicou cada detalhe da sua experiência. “Eu aprendi sobre os indígenas, sobre a natureza e eu gostei muito. Pra mim foi maravilhoso eu estar aqui neste momento com a participação de vários colegas e também li vários livros. Quero estar aqui no próximo ano para ver mais desse teatro”, contou. “O riso é um unguento sagrado, o remédio para curar a dor”, disse a artista, encerrando a apresentação com a simbologia do “voo de liberdade” e o gesto de jogar sorrisos no cesto.
Ascom PMJ



