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Trabalhadores rurais pedem fiscalização de empresas agrícolas do Vale do São Francisco por jornadas excessivas e abusos no período de safra

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Trabalhadores rurais procuraram o Portal Preto no Branco para denunciar condições abusivas de trabalho em empresas agrícolas da região do Vale do São Francisco. Segundo os relatos, o período de safra tem intensificado as jornadas e gerado situações de assédio e desrespeito aos direitos trabalhistas.

“Trabalhamos  por 9 horas de segunda à quinta, e, nas sextas-feiras trabalhamos 8 horas. Tudo isso para compensar o sábado e não irmos. Mas, ultimamente, nesse período de safra, estamos sendo obrigados a fazer bancos de horas, ou seja, trabalhando 10 horas por dia, e 3 sábados no mês, com um único benefício, banco de horas. Tem pessoas que têm suas obrigações em casa, como filhos, família, avós, às vezes familiares com mobilidade reduzida. E não temos outra opção, ou trabalhamos 10 horas por dia, ou ficamos à espera do ônibus que sai no mesmo horário às 19h”, relatou um trabalhador da empresa Agrovilla, localizada em Petrolina, que preferiu não se identificar por medo de represálias.

Diante da gravidade das denúncias, os trabalhadores pedem a atuação dos sindicatos e órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público do Trabalho (MPT), para realizarem fiscalizações nas empresas agrícolas da região.

“Esses abusos não acontecem só em uma fazenda, mas em várias. Durante a safra, muitos trabalhadores são explorados e têm seus direitos ignorados”, alertou outro funcionário.

Imagem ilustrativa 

Redação PNB 

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