Na abertura dos trabalhos plenários da Alepe em 2026, nesta quarta (2), a governadora Raquel Lyra mostrou que conhece — e bem — os problemas de Pernambuco. No discurso, fez um balanço dos três primeiros anos de gestão, destacou números históricos e deixou claro que os resultados falam por si.
Enquanto o presidente da Casa, Álvaro Porto (PSDB) adotou um tom mais político e partiu para o confronto, Raquel seguiu outra linha: sem elevar a voz, distribuiu recados firmes e bem calculados. Nada de ataque direto, mas alfinetadas cirúrgicas — no velho estilo de “dizer muito dizendo pouco”.
A governadora deixou evidente que não pretende fugir do debate, mas também não vai descer ao nível da polarização. Amparada nas entregas do governo, cravou uma frase que repercutiu forte nos bastidores da Alepe: “política não se constrói com ódio, mas com união e com o propósito de mudar a vida das pessoas”.
Nos corredores do Legislativo, a leitura foi imediata: Raquel saiu fortalecida. Já a oposição deu sinais de desgaste interno, com parte da bancada incomodada com o rumo adotado. A avaliação é de que esse movimento pode provocar mudanças no jogo político nos próximos meses, inclusive com possíveis rearranjos de alianças e maior pressão para destravar projetos considerados estratégicos para o Estado.



