A escolha de Carlos Costa (Republicanos) como pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, não teve o impacto esperado e já começa cercada de questionamentos.
Nome ainda pouco conhecido no cenário político estadual, Carlos Costa surge como uma aposta que, até o momento, não conseguiu empolgar nem aliados mais próximos. Nos bastidores, a avaliação é de que o anúncio passou quase despercebido e não gerou a repercussão desejada pela coordenação da pré-campanha.
Apesar de carregar um sobrenome com peso político, por ser irmão do deputado federal Silvio Costa Filho e do deputado estadual João Paulo Costa, ambos com forte atuação na Região Metropolitana do Recife, Carlos ainda enfrenta o desafio de sair do anonimato e construir uma identidade própria junto ao eleitorado.
A leitura interna é de que a escolha pode ter sido mais estratégica do que popular, mirando articulações políticas e alianças partidárias, mas sem, necessariamente, dialogar com o sentimento das bases.
Entre lideranças políticas e interlocutores da campanha, o clima é de cautela — e, em alguns casos, de insatisfação velada. A indicação de Carlos Costa, ao invés de consolidar apoios, acabou levantando dúvidas sobre a capacidade da chapa de ganhar tração neste início de pré-campanha.
Nos bastidores, o comentário é direto: o nome, por ora, não caiu bem.



