Na política, muitas vezes vence não quem fala mais alto, mas quem sabe ouvir mais. E é exatamente essa estratégia que a governadora Raquel Lyra vem adotando desde que chegou ao Palácio do Campo das Princesas.
Em 2022, durante a disputa presidencial, Raquel tomou uma decisão que poucos tiveram coragem de adotar: manteve a neutralidade. Não declarou apoio oficial nem ao então presidente Jair Bolsonaro nem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto muitos tentavam agradar um lado e afastavam o outro, ela conversava com todos.
Agora, na caminhada rumo à reeleição, tudo indica que a governadora seguirá pelo mesmo caminho. E, convenhamos, parece ser uma estratégia inteligente.
Raquel entende que Pernambuco é plural. Existem eleitores de Lula, de Bolsonaro e também aqueles que não se identificam integralmente com nenhum dos dois campos. Ao evitar entrar na guerra ideológica nacional, ela preserva pontes e amplia seu alcance político.
Enquanto isso, o prefeito do Recife, João Campos, pré-candidato ao Governo do Estado, escolheu um caminho diferente. Ao assumir de forma clara sua aliança com o PT e com o presidente Lula, ele fortalece sua relação com o eleitorado petista, mas também acaba delimitando seu campo político.
Na prática, ao se posicionar ao lado de Lula, João facilita a vida de Raquel junto ao eleitorado conservador e bolsonarista, que naturalmente passa a enxergar na atual governadora uma alternativa mais confortável. É um movimento que pode acabar empurrando para o colo de Raquel uma parcela significativa dos eleitores que rejeitam o PT.
E a governadora, sem fazer alarde, recebe esse apoio de braços abertos.
Nos bastidores, a avaliação é de que Raquel prefere construir uma candidatura estadual, sem amarras nacionais. Conversa com lideranças de diferentes correntes, mantém diálogo institucional com o Governo Federal e, ao mesmo tempo, não fecha portas para setores mais conservadores da sociedade.
Pode até não agradar os mais apaixonados pela polarização, mas é uma postura que amplia seu espaço eleitoral.
No fim das contas, enquanto alguns escolhem lados, Raquel parece apostar em algo mais simples: deixar que os lados escolham caminhar com ela.
Casa Nova garante 200 casas do Minha Casa, Minha Vida
O prefeito Anisio Viana comemorou a conquista de 200 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida para Casa Nova. O investimento, superior a R$ 40 milhões, foi viabilizado por meio de articulação da gestão municipal junto ao Governo Federal e beneficiará centenas de famílias com o sonho da casa própria. Além do impacto social, a construção das moradias deve gerar empregos e movimentar a economia local, reforçando o compromisso da administração com o desenvolvimento do município.
Pressão!
Nos bastidores de Brasília, aliados do presidente Lula avaliam que a permanência do senador Jaques Wagner na liderança do governo no Senado ficou fragilizada após a operação da Polícia Federal que investiga supostas vantagens indevidas ligadas ao Banco Master. Integrantes do governo e parlamentares governistas consideram que o caso gera desgaste político e defendem que o próprio senador se afaste do cargo para evitar impactos na imagem do governo e na campanha de reeleição de Lula.
O senador é Miguel
Em entrevista a uma emissora de rádio local, o vice-prefeito de Petrolina, Ricardo Coelho, afirmou acreditar que a governadora Raquel Lyra deverá escolher Miguel Coelho como um dos candidatos ao Senado em sua chapa para 2026. Segundo ele, as frequentes agendas realizadas no Sertão, com a presença conjunta de Raquel e Miguel, reforçam a expectativa de que a composição já esteja praticamente definida.
Perguntar não ofende
Enquanto João Campos escolhe um lado, Raquel Lyra está conquistando eleitores de todos os lados?






