O ex-prefeito de Sento Sé, Juvenilson Passos (PT), desponta como um dos nomes mais comentados na corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e já é apontado nos bastidores como um dos candidatos com potencial para conquistar uma expressiva votação em Juazeiro e em toda a região Norte do estado. Nos últimos meses, o petista ampliou articulações políticas, reuniu apoios de lideranças regionais e intensificou sua agenda no Vale do São Francisco.
Nos bastidores da política, há quem diga que o crescimento de Juvenilson já provoca preocupação entre candidatos que buscam a reeleição, especialmente os deputados estaduais Zó e Roberto Carlos, ambos com forte atuação em Juazeiro.
No caso de Zó, a avaliação de aliados e adversários é conhecida: a cada eleição surgem previsões de que ele não conseguirá se reeleger, mas o parlamentar costuma surpreender nas urnas. Já em relação a Roberto Carlos, comentários de bastidores apontam que sua caminhada estaria mais difícil nesta eleição. Essas avaliações, no entanto, fazem parte do debate político e ainda dependerão da decisão dos eleitores nas urnas.
O fato é que Juvenilson chega competitivo à disputa. Ex-prefeito por dois mandatos em Sento Sé, ele construiu uma trajetória política consolidada na região, foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Juazeiro e vem ampliando sua base de apoio em diversos municípios do Norte baiano.
Apesar das especulações sobre uma possível “troca de cadeiras” entre os atuais deputados da região, o cenário ainda está completamente aberto. Juazeiro possui um dos maiores colégios eleitorais do interior da Bahia e tem potencial para contribuir com a eleição de mais de um representante para a Assembleia Legislativa.
Assim, embora a ascensão de Juvenilson Passos torne a disputa ainda mais acirrada, somente a apuração das urnas mostrará quem conquistará as vagas. Nos bastidores, uma hipótese também ganha força: em vez de tirar espaço de Zó ou Roberto Carlos, o crescimento de Juvenilson pode ampliar a representatividade política de Juazeiro na ALBA, permitindo que todos alcancem êxito, caso a votação regional seja suficiente.



