A campanha mal começou, mas parece que os céus já foram convocados para entrar na disputa.
A fala do vice-presidente Geraldo Alckmin na convenção de João Campos ainda rende — e muito — nos bastidores da política pernambucana.
Representando Lula no evento, já que o presidente preferiu não aparecer pessoalmente, Alckmin fez um discurso que começou com Eduardo Campos, passou por Ariano Suassuna, chegou à juventude e terminou… no céu.
O vice-presidente pediu a Deus que uma luz se acendesse na consciência de cada eleitor pernambucano para garantir a vitória de João Campos.
E foi justamente aí que começou a conversa nos bastidores.
“É apoio político ou pedido de socorro eleitoral?”, perguntam, com uma pitada de maldade, alguns adversários.
A oposição, claro, agradeceu. Afinal, não é todo dia que uma campanha entrega de bandeja uma frase pronta para virar munição política.
E a pergunta que ficou circulando foi direta: se a candidatura está tão forte assim, por que convocar até a intervenção divina?
Há quem diga que foi apenas uma demonstração de fé. Outros enxergaram excesso de entusiasmo. E os mais maliciosos preferem chamar de apelação.
Na política, cada um interpreta como quiser.
Mas uma coisa é inegável: Alckmin não apenas pediu votos para João Campos. Pediu uma luz na consciência do eleitor.
E, pelo visto, a oposição já está tentando descobrir se essa luz vem do céu ou se é o sinal amarelo acendendo no palanque.
Nos bastidores, a fala ainda repercute. E quando uma frase continua rendendo depois que o microfone é desligado, pode ter certeza: ela acertou algum alvo.




