A governadora Raquel Lyra é sabida. E, na política, saber jogar o jogo sem entregar todas as cartas pode valer muito mais do que escolher um lado antes da hora.
Enquanto alguns dizem que Raquel está “em cima do muro” e cobram dela uma posição mais clara na disputa presidencial, a governadora parece seguir outra lógica: não fechar portas para ninguém.
De um lado, estão os eleitores que apoiam o presidente Lula e que, em Pernambuco, têm peso político e eleitoral. Do outro, existe um eleitorado bolsonarista que pode até querer “ver o capeta”, mas não quer conversa com Lula. E, no meio desse tabuleiro, ainda estão os simpatizantes de Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo próprio partido de Raquel, o PSD.
Tomar partido de forma antecipada poderia significar perder espaço em algum desses grupos.
Raquel sabe que Pernambuco é um Estado majoritariamente lulista, mas também sabe que a eleição para o Governo do Estado não será decidida apenas pela preferência presidencial. E é justamente aí que mora a estratégia.
A governadora precisa conversar com quem vota em Lula, sem necessariamente virar cabo eleitoral do petista. Precisa manter diálogo com o eleitor bolsonarista, sem vestir a camisa de Bolsonaro. E, ao mesmo tempo, não pode simplesmente ignorar Caiado, que pertence ao seu partido e terá seus próprios apoiadores em Pernambuco.
Para alguns, isso é falta de postura.
Para outros, é estratégia.
Na política, cada um chama de acordo com o resultado que deseja enxergar.
Raquel parece ter entendido uma regra antiga da política: quanto mais portas abertas, maior o número de caminhos disponíveis quando chegar a hora de escolher.
E enquanto adversários esperam uma declaração definitiva, ela vai circulando entre diferentes grupos, recebendo apoios e evitando transformar divergências nacionais em barreiras para sua candidatura estadual.
Não significa que todos esses eleitores estarão com Raquel no fim da eleição. Política não funciona assim. Mas significa que ela está evitando entregar gratuitamente uma parcela do eleitorado aos adversários.
No fundo, a governadora parece estar dizendo, sem precisar dizer: “Aqui, todo mundo é bem-vindo.”
E talvez seja justamente essa capacidade de conversar com diferentes campos que explique por que Raquel continua ocupando um espaço político que incomoda tanta gente.
Pode parecer falta de posicionamento.
Pode parecer “ficar em cima do muro”.
Ou pode ser simplesmente estratégia eleitoral.
Raquel, pelo visto, prefere deixar que os outros escolham seus lados enquanto ela mantém o maior número possível de eleitores por perto.
Na política, como ensina a velha raposa, quem fecha a porta cedo demais pode descobrir depois que deixou do lado de fora justamente quem precisava entrar.
E Raquel parece não ter pressa nenhuma para fechar porta.
Ex-prefeito de Juazeiro, Leonardo Bandeira tem candidatura a deputado federal deferida pelo TRE-BA
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) deferiu o registro de candidatura do ex-prefeito de Juazeiro, Leonardo Bandeira (PSD), a deputado federal nas Eleições 2026. A decisão foi proferida pela desembargadora eleitoral Patricia Didier de Morais Pereira e publicada nesta segunda-feira (10).
Leonardo comemorou a confirmação da candidatura e afirmou estar preparado para a caminhada eleitoral, destacando a responsabilidade de representar a população baiana.
Juazeiro entra na disputa por uma vaga na câmara federal
Juazeiro, no Norte da Bahia, terá cinco candidatos com domicílio eleitoral no município disputando uma vaga de deputado federal nas Eleições 2026.
Os nomes são Leonardo Bandeira (PSD), Rafael Campelo (Republicanos), Reverendo Kenaidy Amorim (Republicanos), Davi Lima (PL) e Manuella Tyler (PSB).
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