Na corrida pelo Governo de Pernambuco, João Campos parece ter escolhido uma estratégia clara: falar bastante do futuro e, sempre que possível, evitar olhar para o passado. Principalmente quando o passado tem nome e sobrenome: Paulo Câmara.
Durante sabatina promovida pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), o candidato foi questionado sobre a gestão do ex-governador, que comandou Pernambuco por oito anos. A resposta, porém, passou longe de uma defesa mais ampla ou de uma avaliação aprofundada daquele período.
O detalhe que torna a situação ainda mais delicada é que João Campos não era um mero espectador daquela administração. Ele integrou o governo Paulo Câmara e ocupou o cargo de chefe de gabinete, justamente dentro do núcleo político do Palácio do Campo das Princesas.
Agora, em plena campanha, a tentativa de construir uma imagem desvinculada daquele governo chama atenção. Quando surgem perguntas sobre os gargalos, erros e contradições da gestão anterior, João prefere direcionar o discurso para propostas futuras e para críticas à atual administração estadual.
É uma estratégia eleitoral compreensível, mas politicamente questionável.
Afinal, se Paulo Câmara foi um bom governador, por que não assumir esse legado de forma mais contundente? Se houve erros, por que não reconhecer quais foram e explicar qual seria a diferença entre o João Campos de hoje e o integrante daquele governo?
Esconder Paulo Câmara pode até ser uma estratégia de campanha, mas também pode ser interpretado como uma tentativa de esconder uma parte da própria trajetória política.
João Campos quer se apresentar como o candidato da renovação, mas existe uma pergunta que continuará rondando sua campanha: como separar o candidato de hoje do político que ajudou a governar Pernambuco no passado?
Na política, não basta escolher o futuro que se quer apresentar. É preciso também ter coragem para responder pelo passado que ajudou a construir.
E esse passado tem oito anos de governo Paulo Câmara.
Candidaturas inéditas
Em Santa Maria da Boa Vista terá, em 2026, uma disputa inédita com candidatos locais concorrendo simultaneamente aos cargos de deputado estadual e federal. Segundo o DivulgaCandContas do TSE, o ex-vereador Antônio Pereira (PL) disputa uma vaga na Alepe, enquanto o ex-prefeito e ex-vice-prefeito Humberto Mendes (Republicanos) concorre à Câmara Federal.
Antônio Pereira já disputou a Alepe em 2010, 2014 e 2018. Outros boavistanos também tentaram uma vaga estadual, mas sem sucesso.
Mais apoio
Fernando Filho (União Brasil), candidato à reeleição para deputado federal, recebeu o apoio de Mércio Vieira, vereador de Ibimirim e candidato a deputado estadual pelo partido. A parceria fortalece a articulação política de Fernando Filho no município e no Sertão, com foco em demandas como saúde, infraestrutura, educação e geração de oportunidades.
Elismar Gonçalves amplia apoio no campo
O candidato a deputado estadual Elismar Gonçalves recebeu o apoio de Maria Joelma, presidente do STTAR de Petrolina. A adesão foi articulada pelo vereador Gabriel Menezes e amplia o apoio à candidatura entre trabalhadores e trabalhadoras rurais.
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