A campanha pelo Governo de Pernambuco não será decidida apenas por números de pesquisas, alianças políticas ou grandes eventos. A imagem dos candidatos também terá um peso importante na escolha do eleitor.
João Campos, prefeito do Recife e candidato ao Governo do Estado, carrega um grande desafio: deixar para trás a imagem do “meninão” e demonstrar que possui maturidade suficiente para administrar Pernambuco.
Afinal, governar o Estado não é brincadeira. Pernambuco enfrenta desafios históricos na segurança, saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Não se trata de disputar popularidade nas redes sociais, nem de conquistar o eleitor apenas com carisma. O Governo do Estado não é um pirulito para o meninão.
É justamente nesse ponto que a equipe de marketing de João Campos precisa reagir. A campanha precisa mostrar um candidato preparado, com conhecimento dos problemas do Estado, capacidade de tomar decisões difíceis e, principalmente, maturidade para comandar Pernambuco.
Do outro lado está Raquel Lyra. A governadora tem buscado construir uma imagem de mulher técnica, gestora e experiente, transmitindo ao eleitor a mensagem de que maturidade e capacidade administrativa são fundamentais para quem deseja governar Pernambuco.
Raquel não disputa apenas uma eleição contra um adversário popular. Ela tenta estabelecer um contraste: de um lado, a experiência, a técnica e a maturidade; do outro, um candidato que ainda precisa provar que está pronto para sair da condição de jovem fenômeno político e assumir uma responsabilidade muito maior.
João Campos tem força política, comunicação eficiente e grande capacidade de mobilização. Mas sua equipe precisa compreender que a eleição estadual exige mais do que simpatia e popularidade.
A pergunta que começa a ganhar espaço é simples: João é apenas o “meninão” carismático da política ou está realmente preparado para governar Pernambuco?
Responder a essa pergunta será uma das principais missões de sua campanha. Porque, em uma disputa acirrada, a imagem de maturidade pode valer tanto quanto muitos votos.
E enquanto João tenta provar que cresceu politicamente para governar o Estado, Raquel Lyra segue explorando uma imagem que pode ser decisiva: a de uma mulher técnica, madura e preparada para continuar comandando Pernambuco.
A PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 recebeu parecer favorável do relator Omar Aziz (PSD-AM) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A proposta reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial.
As mudanças seriam implementadas gradualmente: dois meses após a promulgação, a jornada cairia para 42 horas e, após 12 meses, chegaria definitivamente a 40 horas. O texto preserva acordos coletivos e prevê regras específicas para regimes diferenciados.
A expectativa é que a PEC seja votada pela CCJ na próxima semana e depois siga para o Plenário do Senado. A proposta está entre as prioridades definidas pelo Congresso Nacional e acompanha uma tendência internacional de redução da jornada de trabalho.
O deputado estadual Luciano Duque afirmou que sua candidatura segue regular, apesar do pedido de impugnação feito pelo Ministério Público Eleitoral. A ação está relacionada à rejeição de suas contas de 2019 pela Câmara de Vereadores de Serra Talhada, embora o TCE-PE tenha emitido parecer pela aprovação com ressalvas.
Duque afirmou que já apresentou defesa e negou qualquer causa de inelegibilidade. Segundo ele, a rejeição de contas, por si só, não impede uma candidatura. O deputado também classificou como falsas as informações que circulam nas redes sociais sobre uma suposta cassação e disse confiar no deferimento de seu registro pela Justiça Eleitoral.
Perguntar não ofende
João Campos já está pronto para ser governador ou Pernambuco ainda enxerga nele o “meninão” da política?




