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Cartazes apócrifos contra Raquel Lyra geram denúncias e gestos de solidariedade

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O domingo de campanha eleitoral foi marcado por denúncias e pedidos de investigação dos principais candidatos ao governo de Pernambuco. A colagem de pelo menos três cartazes apócrifos com ataques à governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), gerou manifestações de solidariedade de aliados e um pronunciamento do principal opositor dela, o candidato da Frente Popular de Pernambuco, ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Um dos cartazes mostra Raquel Lyra ao lado do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), com a legenda “chapa anti-Lula”. Outro, atribui a responsabilidade da morte do marido da governadora, no dia do primeiro turno da eleição de 2022, à gestora, para vencer a disputa eleitoral naquele ano.

No fim da tarde, a governadora foi às redes sociais para se pronunciar por meio de um vídeo. Informou que tomou conhecimento do material a partir do Instagram quando se preparava para realizar agenda de campanha na Zona da Mata Sul. “Pude ver de perto a crueldade de quem não tem limites. Respeite a minha família. Respeite meus filhos. Respeite a minha dor”, pediu.

A campanha da governadora informou que registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil e também recorreu à Polícia Federal para apurar o que considerou um “episódio de violência política”.

Aliados da postulante também foram a público para repudiar os ataques. O candidato ao Senado na chapa de Raquel, o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), foi um deles. “Eu gostaria de me solidarizar a você, Raquel. Esses que te atacam, a gente sabe o que fizeram em outras eleições. Você vai além disso, é um exemplo para Pernambuco”, discursou no palanque de ato político em Palmares.

Antes, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), também candidato ao Senado na chapa governista, divulgou vídeo nas redes sociais classificando o episódio como absurdo e irresponsável. “Passaram de todos os limites para ferir a honra, o sentimento e a história dela  e nós, como pernambucanos, não podemos admitir isso”, disse.

O candidato João Campos considerou absurda a circulação de cartazes apócrifos com ataques à candidatura de Raquel Lyra. Em vídeo divulgado também no Instagram, afirmou que quem atribuir à candidatura dele a autoria do material terá de responder a um processo criminal na Justiça. Deixando a disputa por votos momentaneamente de lado, Campos lembrou que perdeu o pai, o ex-governador Eduardo Campos, em meio a um processo eleitoral e disse que não admitiria ataques a famílias durante o processo eleitoral.

“Perdi meu pai durante uma eleição, a candidata Raquel perdeu o marido durante a eleição. Não admito que nenhuma família seja atacada […]. Isso está fora da política. É um absurdo. Estou entrando na Justiça para que possam investigar esses panfletos”, garantiu.
 

Diario de Pernambuco e Folha de Pernambuco Foto reprodução PSD

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