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Coluna do Blog: Bater em Raquel é uma coisa. Mexer com o luto é atravessar a linha vermelha

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A campanha eleitoral em Pernambuco está esquentando. Críticas, ataques, provocações e disputas fazem parte do jogo. Mas alguém precisa avisar aos profissionais da baixaria que nem tudo é permitido em nome de uma eleição.

Os ataques sofridos pela governadora Raquel Lyra (PSD), envolvendo sua honra e a dor de uma família marcada pelo luto, ultrapassaram a fronteira da política e entraram em um terreno perigoso: o da desumanidade.

E quando essa linha foi atravessada, as manifestações de solidariedade começaram a surgir.

A mais recente veio da prefeita de Dormentes, Corrinha de Geomarco (PSD). Em uma publicação firme, a gestora foi direta ao repudiar agressões que envolvem violência de gênero, ataques à honra de uma mulher e, principalmente, a dor do luto.

Como mulher e mãe, Corrinha não falou apenas como prefeita ou aliada política. Falou como quem entende que existem dores que não deveriam jamais ser transformadas em arma eleitoral.

“Não podemos aceitar agressões que ultrapassem os limites do respeito”, destacou.

E Corrinha não está sozinha.

O prefeito de Petrolina, Simão Durando, também saiu em defesa da governadora. O ex-prefeito de Petrolina e candidato a deputado federal, Miguel Coelho, igualmente manifestou solidariedade. Até o apresentador Ratinho entrou na lista das vozes que repudiaram os ataques.

O detalhe é que, nesse caso, a discussão vai muito além de ser aliado ou adversário de Raquel Lyra.

Pode criticar a governadora? Claro que pode.

Pode questionar sua gestão? Deve.

Pode discordar de suas decisões e fazer oposição? Faz parte da democracia.

Agora, usar uma tragédia familiar, mexer com a memória de quem morreu e tentar transformar o luto em munição política é outra coisa. Isso não é oposição. É baixaria.

A política pernambucana precisa decidir até onde quer chegar.

Porque, quando se perde o respeito pela dor do outro, a disputa deixa de ser sobre Pernambuco, sobre propostas ou sobre o futuro do Estado. Passa a ser uma guerra onde vale tudo — e uma democracia onde vale tudo está perigosamente próxima de não valer nada.

Os ataques contra Raquel podem até ter sido direcionados à governadora e candidata. Mas atingem algo maior: o limite mínimo de respeito que deveria existir na vida pública.

A manifestação de Corrinha de Geomarco ganha força justamente por isso. Não é apenas mais uma nota de solidariedade. É um recado.

Pode disputar o voto. Pode disputar o poder. Mas não se deveria disputar a capacidade de ser cruel.

A eleição passa. As pesquisas mudam. Os vencedores comemoram e os derrotados voltam para casa.

Mas fica uma pergunta que Pernambuco precisa fazer a quem resolveu cruzar essa linha:

Vale mesmo tudo por poder?

Porque, quando a resposta for “sim”, a política já perdeu muito antes da apuração das urnas.

Apoio fechado!

Em Lagoa Grande-PE, a prefeita Catharina Garziera definiu seus apoios para as eleições: Lucas Ramos (PSB – 4011) e Fernando Monteiro (PSD – 5590) para deputado federal, além da governadora Raquel Lyra (PSD – 55) e do deputado estadual Jarbas Filho, o Jarbinhas (PSD – 55232), que buscam a reeleição.

Nos bastidores, a votação dos candidatos apoiados pela prefeita será vista como um termômetro de sua força política no município. A dúvida é: serão majoritários ou a oposição poderá surpreender?

Perguntar não ofende

Quais serão os próximos ataques maldosos, desesperados, imorais e mentirosos que irão inventar contra a governadora Raquel Lyra?

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