InícioPolíticaColuna do Blog: Do milhão ao zero, os números que revelam o...

Coluna do Blog: Do milhão ao zero, os números que revelam o poder financeiro da eleição em Petrolina

Author

Date

Category

A campanha eleitoral ganha força nas ruas de Pernambuco. Bandeiras, caminhadas, reuniões, adesivaços e, claro, as redes sociais já fazem parte da rotina dos candidatos que disputam vagas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Por trás de toda essa movimentação, porém, existe um combustível fundamental para fazer a campanha rodar: o dinheiro.

Os primeiros dados das prestações de contas eleitorais mostram que os recursos já começaram a chegar às candidaturas com base eleitoral em Petrolina. Os números revelam uma realidade conhecida da política: enquanto alguns largam com milhões disponíveis, outros ainda tentam sair praticamente do zero.

Na disputa por Brasília, Lucas Ramos (PSB) já ultrapassou a marca de R$ 1 milhão. Até o momento, são R$ 1 milhão destinados pelo partido, além de R$ 185 mil em doações, totalizando R$ 1.185.000,00. Miguel Coelho (União Brasil) também integra o chamado clube do milhão, com R$ 800 mil do partido e mais R$ 248 mil em doações, chegando a R$ 1.048.000,00. Fernando Filho (União Brasil), por sua vez, já contabiliza R$ 1 milhão para movimentar a campanha.

E a corrida está apenas começando. Até o fim da campanha, esses números podem crescer — e muito. A ex-prefeita de Dormentes, Josimara Cavalcanti (Republicanos), já conta com R$ 400 mil. Odacy Amorim (Avante) soma R$ 250 mil, enquanto Lucinha Mota (União Brasil) aparece com R$ 199 mil. Aninha de Dr. Marcos (Podemos) recebeu R$ 160 mil.

Carlos Britto (PL) e Lara Cavalcanti (PL), apesar da movimentação política, iniciam a disputa com valores menores em comparação aos líderes do ranking. Cada um contabiliza, até agora, R$ 153 mil, entre recursos partidários e doações. Diogo Hoffmann (União Brasil) aparece com R$ 115.992,00, seguido por Gilmar Santos (PT), com R$ 111.700,00. Antonio Coelho (União Brasil) soma R$ 93.497,00. Cristina Costa (PT) tem R$ 36.302,50, enquanto Dr. Marcos Ortopedista (Podemos) registra R$ 10 mil.

Na outra ponta, a realidade é bem diferente. Júlio Lóssio (PSD), por exemplo, recebeu até agora R$ 1 mil em doação, valor que o tirou do zero. Rosalvo Antonio (PSOL), Socorro Lacerda (PCdoB) e Júlia Lóssio (PSD), conforme os dados disponíveis até o levantamento, ainda não haviam registrado recursos para suas campanhas.

A verdade é que dinheiro faz campanha acontecer. Paga estrutura, combustível, material gráfico, comunicação, mobilização e outras despesas necessárias para manter uma candidatura nas ruas. Mas dinheiro, por si só, não coloca voto automaticamente dentro da urna.

A história política está cheia de candidatos que fizeram campanhas milionárias e ficaram pelo caminho, enquanto outros, com estruturas bem menores, surpreenderam pela força política, pela organização dos grupos e pela capacidade de dialogar com o eleitor.

Os valores ainda podem mudar até o encerramento da campanha, já que partidos e doadores podem realizar novos repasses dentro das regras estabelecidas pela legislação eleitoral. Por enquanto, uma coisa já está clara: em Petrolina, a disputa será travada não apenas nas ruas, mas também nos números e na capacidade financeira de cada candidatura.

E, como sempre acontece na política, fica a pergunta que só as urnas responderão: quem tem mais dinheiro terá mais votos ou quem souber fazer melhor política conseguirá surpreender?

Perguntar não ofende

Na eleição, dinheiro garante vitória ou quem tem mais força nas ruas e conexão com o eleitor pode surpreender nas urnas?

Recent posts