Lula queria resolver a eleição no primeiro turno. Não conseguiu. E agora a conversa mudou de tom.
O presidente chega ao segundo turno tendo pela frente Flávio Bolsonaro, que terminou a primeira etapa numericamente à frente. O que antes parecia uma caminhada para uma vitória sem maiores sustos virou uma disputa que exige conta, articulação e, principalmente, votos.
E o Rio de Janeiro pode ser um dos primeiros lugares onde a temperatura dessa disputa será medida.
O Datafolha iniciou nesta terça-feira (6) um novo levantamento para avaliar o cenário do segundo turno. O resultado será divulgado nesta quinta-feira (8). É justamente aí que está a curiosidade: o eleitor fluminense continuará colocando Flávio à frente de Lula ou haverá mudança de cenário?
Na pesquisa anterior do Datafolha, Flávio aparecia com vantagem sobre Lula no estado em uma eventual disputa de segundo turno. Agora, a nova rodada poderá mostrar se aquela fotografia era apenas um momento ou se existe uma tendência mais consistente.
Nos bastidores, a pergunta é inevitável: Lula ainda tem a mesma força que imaginava ter quando sonhava liquidar a eleição no primeiro turno?
A arrogância eleitoral, quando existe, costuma ser cobrada pelas urnas. E o segundo turno tem uma regra simples: não adianta contar vantagem antes da hora.
Lula terá de buscar votos de quem não votou nele no primeiro turno. Flávio, por sua vez, terá a mesma missão. É uma nova eleição dentro da eleição.
Por enquanto, nada está decidido. Porém, é inevitável reconhecer que Lula, o “paz e amor”, como muitos o chamam, está no sufoco neste segundo turno.
Idade não é problema
Aos 91 anos, Luiza Erundina foi eleita deputada estadual em São Paulo com 169.567 votos, ficando na 13ª posição. Com o resultado, superou Eduardo Suplicy, de 85 anos, e se tornou uma das parlamentares mais longevas da Assembleia Legislativa.
Natural da Paraíba, Erundina foi a primeira mulher de esquerda a comandar a Prefeitura de São Paulo, entre 1989 e 1992.
Ismael Lyra sai fortalecido em Orocó
O prefeito Ismael Lira terminou as eleições de 2026 fortalecido politicamente em Orocó. Sob sua liderança, Raquel Lyra obteve uma votação proporcional de destaque, enquanto Felipe Carreras e Aglaílson Victor foram os deputados federal e estadual mais votados da história do município, com 6.159 e 5.646 votos, respectivamente.
Lucas Ramos sinaliza continuidade na política
Após receber 71.964 votos, Lucas Ramos se manifestou nas redes sociais com uma mensagem de gratidão pelo período como deputado federal. Ele afirmou ter feito tudo o que estava ao seu alcance e destacou as contribuições deixadas para Pernambuco.
Apesar do tom de agradecimento, uma frase chamou atenção: “A nossa caminhada não para por aqui.” A declaração indica que Lucas pretende continuar na vida pública e seguir atuando em defesa da população.
Perguntar não ofende
Os ex-prefeitos Odacy Amorim e Júlio Lóssio se deram mal nas urnas. Nem Lóssio conseguiu se eleger deputado estadual, nem Odacy Amorim conquistou uma vaga na Câmara Federal. Será que os dois vão pendurar as chuteiras da política?





