O ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, afirmou, em entrevista à Folha de Pernambuco, que sua prioridade absoluta nas eleições de 2026 é conquistar uma vaga na chapa majoritária como candidato ao Senado Federal. De forma direta, Miguel descartou qualquer possibilidade de aceitar ser vice em composições e reforçou que seu projeto político mira exclusivamente o Senado.
“O que o União Brasil quer é a vaga do Senado e vamos trabalhar para ganhar. Isso é prioridade zero dentro do nosso partido”, destacou.
Miguel afirmou que tem o respaldo do presidente nacional do União Brasil, Antonio de Rueda, do senador Davi Alcolumbre e de lideranças locais. Para ele, o protagonismo do partido é inegociável e já está em construção.
Críticas à Polarização
Durante a entrevista, o ex-prefeito criticou a disputa que se desenha entre o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora Raquel Lyra (PSD), apontando que Pernambuco precisa ir além dessa dicotomia política.
“O que a gente não pode é diminuir a eleição a João ou Raquel. Com todo o respeito que tenho aos dois, a disputa precisa ser maior que isso. Pernambuco tem outras forças políticas e precisa discutir se está satisfeito com o nível de representatividade que tem hoje no Senado”, afirmou.
Aliança União Progressista
Sobre a recém-criada federação entre União Brasil e PP, que deu origem à União Progressista, Miguel defendeu que a montagem da chapa majoritária deve respeitar a viabilidade eleitoral e ser fruto do diálogo.
“Queremos trabalhar por uma candidatura de consenso. Nem o União vai impor ao PP, nem o PP ao União. Vamos construir isso com diálogo”, garantiu.
O líder do União Brasil também comentou sobre o peso do apoio de João Campos na definição da chapa e reforçou a força política do seu grupo:
“Cada partido vai definir o seu espaço. Não me preocupo com isso. O nosso grupo tem história, densidade eleitoral e representatividade. Estou seguro do que representamos e da força que temos para disputar com seriedade em 2026.”
Apoio a João Campos e Relação com o PT
Indagado se o União Brasil fechará apoio unificado a João Campos, Miguel Coelho adotou um tom pragmático e indicou que a decisão será fruto de debate interno:
“O União Brasil pode apoiar João, mas isso será discutido internamente. Não é uma imposição.”
Sobre a possível presença do PT na chapa encabeçada pelo PSB, Miguel adotou cautela. Ele evitou opinar sobre alianças de outros partidos, mas reconheceu que a participação de nomes como o senador Humberto Costa pode gerar disputas internas.
“Não cabe a mim dizer onde o PT vai estar. O que posso falar é sobre a União Brasil, que presido em Pernambuco.”
Mesmo diante da possibilidade de divergências, Miguel minimizou os ruídos e reafirmou sua disposição para enfrentar o pleito com independência:
“A beleza da democracia é justamente essa: opiniões diferentes se complementam. Não me preocupo com isso. Quero ser candidato ao Senado Federal e não vou ser submisso nem ao governador, nem ao presidente. Quero representar Pernambuco.”
Com esse posicionamento firme, Miguel Coelho se apresenta como uma das principais apostas do União Brasil para o cenário eleitoral de 2026, buscando consolidar seu nome como opção viável e independente na disputa por uma das vagas ao Senado.



