A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (28) virou o jogo em Pernambuco e acendeu um alerta direto no projeto eleitoral de João Campos. Os números mostram que Raquel Lyra não só superou o desgaste inicial, como entrou em rota firme de crescimento.
Com 62% de aprovação e 35% de desaprovação, Raquel ganha fôlego real para 2026. Mais forte ainda é o dado da reeleição: 57% dizem que ela merece continuar, invertendo completamente o cenário de agosto passado. Na prática, a tese de fragilidade do governo perde força e dá lugar a um ambiente de estabilidade, com 36% de avaliação positiva, 43% regular e apenas 18% negativa — números típicos de quem domina o centro político.
E é exatamente aí que o problema de João Campos aparece. A antecipação da pré-campanha, que parecia estratégia, começa a soar como exposição precoce. Entrou cedo no jogo e agora vê o adversário crescer, enquanto seu discurso de mudança perde força diante de um governo que deixou de ser rejeitado.
Nos bastidores, a avaliação é dura: apostar em visibilidade sem apresentar um contraponto sólido pode cobrar caro. A narrativa usada até aqui já não encaixa com a realidade dos números, e a dependência de imagem e legado, que funcionou no Recife, mostra limites no cenário estadual.
O que parecia caminho natural ficou mais estreito. E, com o jogo mudando, cada nova pesquisa tende a aumentar a pressão sobre quem se lançou cedo demais.
Miguel Coelho se mantém competitivo e bem posicionado
A pesquisa Quaest para o Senado em Pernambuco mostra Miguel Coelho em posição competitiva na disputa de 2026. Com 10% das intenções de voto, ele aparece entre os principais nomes, atrás de Marília Arraes (18%) e Humberto Costa (12%), mas à frente de Mendonça Filho (8%).
O cenário indica uma disputa ainda aberta, já que cada eleitor poderá votar em dois candidatos. Outros nomes aparecem mais atrás, como Anderson Ferreira e Túlio Gadelha, ambos com 6%.
Com 10% e inserido no grupo principal, Miguel Coelho se mantém no bloco competitivo da corrida, em um cenário que ainda registra 10% de indecisos e 16% entre branco, nulo ou que não pretendem votar. A pesquisa ouviu 900 eleitores e tem margem de erro de 3 pontos percentuais.
Empato técnico na Bahia
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) mostra a disputa pelo governo da Bahia em cenário de forte equilíbrio entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues. No 1º turno, ACM Neto aparece com 41% contra 37% de Jerônimo, configurando empate técnico dentro da margem de erro.
O levantamento indica uma eleição polarizada e com alta definição de voto entre os eleitores. Em um possível 2º turno, ACM Neto teria 41% e Jerônimo 38%, mantendo o cenário apertado.
Na disputa pelo Senado, os nomes do PT lideram: Rui Costa aparece na frente no primeiro voto com 31%, seguido por Jaques Wagner com 20%.
Perguntar não ofende:
João Campos será derrotado nas urnas, como aconteceu com seu candidato Danilo Cabral em 2022?




