O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, parece cada vez mais determinado a atrelar sua imagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como estratégia principal para a disputa de 2026. Nos bastidores políticos, cresce a avaliação de que João aposta todas as fichas na popularidade do presidente para tentar consolidar seu projeto estadual.
A insistência em colar sua a imagem com Lula, para muitos observadores da política pernambucana, a postura transmite a sensação de que João Campos acredita que só conseguirá êxito nas urnas se estiver “carregado” politicamente pelo presidente.
O problema é que Pernambuco não possui dono exclusivo do lulismo. O eleitorado que apoia Lula está espalhado em diversos grupos políticos do Estado e não pertence automaticamente ao palanque de João Campos. Inclusive, a tendência nos bastidores nacionais é de que o presidente evite assumir um palanque na disputa estadual entre João e a governadora Raquel Lyra, que buscará a reeleição.
Lula sabe que Pernambuco é um território politicamente sensível e estratégico. Entrar de cabeça em apenas um palanque poderia gerar desgaste com outras forças políticas aliadas. Por isso, cresce a percepção de que o presidente deverá manter uma postura mais equilibrada no Estado, sem exclusividade para nenhum dos lados.
João Campos precisa mostrar ao eleitor pernambucano que tem competência própria, experiência administrativa e capacidade política para vencer uma eleição majoritária sem depender da “muleta” presidencial.
Petrolina foi escolhida por ser o principal polo exportador de frutas frescas do Brasil. A programação começa às 10h, no auditório da Valexport, na BR-235. Às 11h, o ministro visitará a Fazenda Argofruta, onde participará de um ato simbólico de registro de carga de uvas exportadas dentro do acordo Mercosul-União Europeia.
Álvaro Porto denuncia perseguição política pela SDS
Na reunião plenária da última segunda (18), o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, denunciou durante reunião plenária que estaria sendo alvo de investigação da Secretaria de Defesa Social (SDS). O caso ganhou repercussão após o vazamento de um relatório do Centro Integrado de Inteligência de Defesa Social (CIIDS) com informações detalhadas sobre sua vida pessoal.
O deputado afirmou que houve violação de sua intimidade e acusou o secretário Alessandro Carvalho de uso político do aparato estatal. Álvaro Porto cobrou esclarecimentos do Governo do Estado e disse que tomará providências em defesa da Assembleia Legislativa e das prerrogativas parlamentares.
Perguntar não ofende:
Se João Campos acredita tanto no próprio potencial político, por que insiste tanto em atrelar sua imagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a disputa de 2026?




