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Coluna do Blog: PSB Afundou em 2022 e João Campos tenta ressuscitar um PSB rejeitado nas urnas

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A movimentação do prefeito do Recife, João Campos, rumo ao Governo de Pernambuco abre um novo capítulo na política estadual — mas também reacende uma pergunta que ainda não foi respondida: o que deu errado com o PSB em 2022?

Na última eleição para o Palácio do Campo das Princesas, o partido, que governou Pernambuco por 16 anos, sofreu uma derrota dura e simbólica. O então candidato Danilo Cabral ficou apenas na quarta colocação, com 885.994 votos, o equivalente a 18,06% dos votos válidos . Um resultado considerado fraco diante da estrutura política que o PSB ainda detinha naquele momento.

E não foi por falta de apoio. Danilo contou com o respaldo do então governador Paulo Câmara e também do próprio João Campos, hoje pré-candidato ao governo. Mesmo assim, o projeto socialista foi rejeitado nas urnas.

Quem avançou ao segundo turno foram Marília Arraes, que liderou o primeiro turno com 23,97%, e Raquel Lyra, que ficou em segundo com 20,58% . No fim, Raquel virou o jogo e venceu a disputa com cerca de 58% dos votos no segundo turno , consolidando uma mudança histórica no comando do estado.

O que se viu, na prática, foi um eleitorado cansado de um ciclo político longo e disposto a promover uma ruptura. O PSB, que antes dominava o cenário estadual, foi, nas urnas, derrotado, enfraquecido e afastado do poder.

Agora, diante desse histórico recente, a pré-candidatura de João Campos surge cercada de expectativas — mas também de cobranças legítimas. Não basta apenas apresentar um novo discurso ou apostar na renovação geracional. O eleitor pernambucano quer entender: por que um grupo político tão consolidado desmoronou em tão pouco tempo?

Mais do que construir alianças ou fortalecer sua base, João Campos terá que encarar esse passado de frente. Ignorar 2022 pode ser um erro estratégico. Afinal, aquela eleição não foi apenas uma derrota comum — foi um recado claro das urnas.

Se quiser se viabilizar como alternativa real ao atual governo, o pré-candidato do PSB precisará explicar onde o partido errou, por que perdeu a conexão com o povo e, principalmente, o que será diferente agora.

Sem isso, a campanha corre o risco de parecer apenas uma tentativa de retorno ao poder — sem autocrítica, sem aprendizado e sem respostas para um eleitorado que já mostrou que sabe mudar de rumo quando quer.

Eles estão de volta

A Câmara Municipal de Juazeiro determinou o retorno imediato dos vereadores Anderson Alves da Cruz e Hitallo Rodrigues Marcelino aos seus mandatos, após decisão judicial emitida nessa quarta-feira (22). A medida, formalizada pela Portaria nº 106/2026, revoga o afastamento anterior e garante o cumprimento da ordem da Justiça, com a adoção das providências administrativas para a retomada das atividades parlamentares.  Os parlamentares estavam afastados dos trabalhos legislativos desde o dia 7 de abril, após a ação da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de compra de votos e fraude eleitoral no município.

Vai cair no bisturi 

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes autorização para a realização de uma cirurgia no ombro entre os dias 24 e 25, devido a dores persistentes e perda de função. Segundo laudos médicos, ele apresenta lesões graves no manguito rotador, com indicação cirúrgica. O pedido inclui liberação para todo o processo médico, desde o pré-operatório até a reabilitação. Bolsonaro está em prisão domiciliar por 90 dias e recentemente se recuperou de um quadro de broncopneumonia.

Ampliando apoios

A pré-candidatura de Eliane Soares a deputada federal ganhou o apoio de Val dos Pilões, suplente de vereador de Ouricuri que obteve 789 votos nas últimas eleições. O anúncio foi feito nas redes sociais, onde Eliane destacou a importância de somar com lideranças locais.

Pipocou de votos

O deputado federal Fernando Filho foi reeleito em 2022 com uma votação expressiva em Petrolina, onde obteve 51.765 votos, o equivalente a cerca de 30,42% dos votos válidos, sendo o mais votado no município . Diante desse desempenho consolidado em sua principal base eleitoral, há quem aposte que, neste ano, ele pode superar ainda mais essa marca nas urnas.

Perguntar não ofende:

Depois do tombo histórico do PSB em 2022, com direito a 4º lugar e rejeição nas urnas, por que João Campos ainda não explicou ao povo de Pernambuco onde foi que o próprio grupo errou — ou a estratégia agora é fingir que ninguém lembra?

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